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| 21:11 | Segurança 2 min de leitura

Juiz do RS decreta prisão da mulher de advogado procurado pela Interpol

Maurício Dal Agnol é suspeito de golpe milionário contra 30 mil clientes

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Maurício Dal Agnol é suspeito de golpe milionário 

contra 30 mil clientes
Dal Agnol entrou na lista de procurados pela Interpol (Foto: Reprodução/Interpol)
A Justiça do Rio Grande do Sul decretou nesta segunda-feira (28) a prisão da mulher do advogado Maurício Dal'Agnol, foragido desde o dia 21 de fevereiro, após a Polícia Federal (PF) identificar um golpe que pode ter lesado mais de 30 mil clientes. De acordo com a corporação, Márcia Fátima Dal'Agnol é suspeita de integrar um esquema que pode ter faturado cerca de R$ 100 milhões.
Ainda em fevereiro, a PF informou que a mulher estaria nos Estados Unidos. Ela chegou a pagar uma fiança de R$ 724 mil, mas deveria ter se apresentado à Justiça de Passo Fundo , o que não ocorreu.
A Operação Carmelina
Segundo a Polícia Federal, um grupo de advogados e contadores, comandados por Dal Agnol, procurava os clientes com a proposta de entrar com ações na Justiça contra empresas de telefonia fixa. Os clientes ganhavam a causa, mas os advogados repassavam a eles uma quantia muito menor da que havia sido estipulada na ação. O esquema fez o advogado enriquecer rapidamente.
Ao cumprir mandados de busca da Operação Carmelina na cidade do Norte do Rio Grande do Sul na sexta, a Polícia Federal encontrou um total de R$ 1,5 milhão em um dos endereços do homem. Além da quantia, animais selvagens empalhados e munição foram achados em um fundo falso de uma parede. A PF apreendeu também um avião avaliado em cerca de US$ 8,5 milhões e bloqueou dinheiro em contas bancárias e imóveis.
A Operação Carmelina foi desencadeada, no mês passado, em Passo Fundo, no Norte, e em Bento Gonçalves, na Serra. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e de contabilidade e em uma residência. A operação foi batizada de Carmelina porque este era o nome de uma mulher que teve cerca de R$ 100 mil desviados no golpe. Segundo a PF, ela morreu de câncer, e poderia ter custeado um tratamento eficaz se tivesse recebido o valor da maneira adequada.

Fonte: G1

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