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05/12/2016 | 23:16 | Política

Ministro do Supremo afasta Renan Calheiros da presidência do Senado

Na semana passada, STF decidiu tornar Renan réu em ação penal

Na semana passada, STF decidiu tornar Renan réu em ação penal
Foto: Jane de Araújo
O ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu liminar afastando Renan Calheiros (PMDB-AL) do cargo de presidente do Senado. A decisão, desta segunda-feira (5), atende a um pedido da Rede Sustentabilidade.
O partido ingressou com ação após o STF tornar o senador réu por peculato. Com a decisão, o comando do Senado deverá ser assumido pelo vice-presidente da Casa, Jorge Viana (PT-AC).
"Defiro a liminar pleiteada. Faço-o para afastar não do exercício do mandato de Senador, outorgado pelo povo alagoano, mas do cargo de Presidente do Senado o senador Renan Calheiros", decidiu o ministro.
No mês passado, o Supremo começou a julgar uma ação, também protocolada pela Rede, que diz que réus não podem fazer parte da linha sucessória da Presidência da República. Até o momento, há maioria de seis votos a favor da ação, mas o julgamento não foi encerrado em função de um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.
De acordo com os advogados da Rede , o pedido de liminar foi encaminhado porque o recesso no Supremo começa no dia 19 de dezembro, e Renan deixará a presidência no dia 1º de fevereiro do ano que vem, quando a Corte retorna ao trabalho. 
Em nota, Renan Calheiros afirmou que só irá se manifestar "após conhecer oficialmente o inteiro teor da liminar concedida monocraticamente" por Mello. O parlamentar diz ainda que "consultará seus advogados acerca das medidas adequadas em face da decisão contra o Senado Federal".
Repercussão no Congresso
Líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) garante que não haverá mudança nas votações na Casa após a decisão do Supremo.
"Existe um calendário acertado com o presidente Renan, com toda mesa diretora, com os líderes, com os partidos. E esse calendário será respeitado independente de quem esteja presidindo a sessão, se é o presidente Renan, se o senador Jorge Viana ou se sou eu", disse.
O líder da Rede na Câmara, deputado Alessandro Molon, também comentou o afastamento do presidente do Senado:
"Tendo o Supremo aceito a denúncia contra o senador Renan Calheiros na semana passada, seria estranho se a regra de que quem é réu criminal não possa ocupar a presidência da República ou estar na linha sucessória do cargo não se aplicasse a ele. Afinal de contas, numa República, a lei vale para todos", declarou.
Réu no Supremo
Na semana passada, os ministros STF decidiram, por 8 votos a 3, abrir ação penal e tornar Renan Calheiros réu na Corte. O parlamentar é acusado de ter praticado crime de peculato (desvio de dinheiro público).
A denúncia contra Renan foi apresentada, em 2013, pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O senador é acusado de ter destinado parte da verba indenizatória (destinada a despesas do gabinete) para uma locadora de veículos que não prestava os serviços.
O peemedebista também era acusado pela PGR de ter adulterado documentos para justificar os pagamentos. Contudo, os crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso prescreveram.
Fonte: Rádio Gaucha
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