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| 06:04 | Praia Notícias | Saúde 3 min de leitura

Justiça ordena volta da emergência no Hospital São José de Criciúma

Vara Federal de Criciúma atendeu à pedido do MPF após greve na unidade

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Vara Federal de Criciúma atendeu à pedido do MPF após greve na unidade
Hospital São José anunciou paralisação de serviços do SUS (Foto: Janine Limas/RBS TV)
A 4ª Vara Federal de Criciúma, no Sul catarinense, determinou neste domingo (11) a volta imediata dos atendimentos de urgência e emergência no Hospital São José de Criciúma. No sábado (10), a direção da unidade anunciou a suspensão de todos os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o hospital, as atividades foram suspensas porque os funcionários paralisaram os serviços devido ao atraso de salários. A assessoria de imprensa da unidade afirmou que o hospital vai recorrer da decisão. A unidade não informou como estão os atendimentos neste domingo.
Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde) afirmou que os servidores respeitam a lei de greve e mantêm "100% do efetivo nos setores críticos, UTI e Pronto Socorro e 30% nos demais setores".
O prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo, afirmou que “Ainda existem algumas divergências no que diz respeito ao acerto de contas entre as Administrações Municipal e Estadual e o Hospital São José. Nosso trabalho é incansável no sentido de resolver este impasse de forma transparente”.
A Secretaria de Estado da Saúde afirmou em nota que fez pagamento a mais para o hospital. "Desde o ano de 2011, o Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), repassou ao ao Hospital São José, através do Fundo Municipal de Saúde de Criciúma, R$ 35.756.092,71 em pagamentos administrativos e R$ 15.192.575,72 em sequestros judiciais ocorridos nos anos de 2015 e 2016, totalizando o valor de R$ 50.948.668,43. Porém, no mesmo período, de acordo com levantamento realizado pela Gerência de Contratualização dos Serviços do SUS da SES, a instituição deveria ter recebido tão-somente o valor de R$ 46.741.581,92 referentes à produção acima do teto contratado e a incentivos hospitalares".
Atraso de repasses
Os funcionários entraram em greve após terem recebido 60% do salário de novembro. Na terça (6), o estado anunciou liberação de recursos, mas o défice nas contas da instituição, que depende tanto do estado como do município, ainda não fechou, segundo a unidade.
A dívida é de R$ 27 milhões, conforme o Hospital São José. Segundo o relatório apresentado pelo Hospital São José, o valor do défice mensal é de R$ 2,5 milhões, dinheiro que deveria ser pago pelos serviços prestados através do SUS entre dezembro de 2015 até setembro desse ano.
Na quarta (7), a Secretaria de Estado de Saúde do estado repassou quase R$ 2 milhões para a conta do Fundo Municipal de Saúde. Esses valores são referentes a serviços de oncologia prestados nos últimos seis meses. 
No entanto, o município e o estado questionam os números apresentados pela instituição. A Secretaria diz que a dívida do estado está paga. A prefeitura também diz que os números não batem e que o município deve para o hospital R$ 1,5 milhão.
Superlotação nos hospitais da região
O documento divulgado neste sábado pelo Hospital São José orienta os moradores a procurarem atendimento em outras unidades de saúde da região.
No entanto, desde que as atividades do Hospital São José foram parcialmente suspensas, os hospitais e maternidades de outras cidades do Sul de Santa Catarina estão enfrentando problemas com superlotação.

Fonte: G1

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