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| 13:20 | Segurança 3 min de leitura

Advogado pede revogação de prisão temporária de pai de Bernardo

Leandro Boldrini está preso desde o dia 14 de abril por suspeita do crime

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Leandro Boldrini está preso desde o dia 14 de abril por suspeita do 

crime
Leandro Boldrini e Graciele estão presos desde o dia 14 de abril (Foto: Reprodução/Facebook)
O advogado Jader Marques, que faz a defesa de Leandro Boldrini, médico suspeito de envolvimento na morte do filho Bernardo, em Três Passos, pediu nessa quarta-feira (30) a revogação da prisão temporária do cliente. Boldrini está preso desde o dia 14 de abril e recentemente foi transferido para o Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Jader Marques acredita que não há provas para manter a prisão de Leandro. O advogado também entende que a medida não faz mais sentido, já que a Polícia Civil considera o caso praticamente esclarecido. "A prisão temporária é decretada para que os acusados não atrapalhem na investigação e quando há indícios de autoria. Com os três depoimentos, dos três suspeitos, não há mais necessidade de eles seguirem presos", afirmou ao G1.
A solicitação de Jader Marques foi encaminhada ao Ministério Público. A promotora da Infância e da Juventude, Dinamárcia Maciel, será a responsável por dar o parecer ao juiz Marcos Luís Agostini, da 1ª Vara Judicial de Três Passos, que vai analisar o pedido.
O advogado de Leandro Boldrini também antecipou ao G1 que vai pedir o fim do segredo de justiça no inquérito da Polícia Civil. "Quero que a delegada de polícia apresente as provas que existem contra meu cliente. O Leandro abre mão de todo o segredo de justiça. A defesa tem certeza de que essas provas contra ele não existem. Queremos expôr todos os elementos em relação a ele", disse.
O menino de 11 anos foi encontrado morto no dia 14 enterrado em um matagal em Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde morava com o pai, a madrasta e a meia-irmã. Ele estava desaparecido desde 4 de abril. O pai da criança, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e a assistente social Edelvania Wirganovicz, amiga da mulher, estão presos temporariamente por suspeita de envolvimento no crime.
Entenda
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No domingo (6), o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
"O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada", relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen comprar um televisor.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. Na segunda-feira (14), o corpo do garoto foi localizado. De acordo com a delegada responsável pela investigação, o menino foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado por perícia. A delegada diz que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do menino, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um.

Fonte: G1

Leandro Boldrini está preso desde o dia 14 de abril por suspeita do 

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Foto: Reprodução/RBSTV
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