Investigada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suspeita de abuso de poder econômico e político, a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer à
Presidência, em 2014, teria recebido recursos ilícitos da construtora Odebrecht. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, pelo menos um delator ligado à empreiteira
relatou à força-tarefa da Operação Lava Jato o pagamento de R$ 30 milhões na forma de caixa 2 para a chapa presidencial.
Conforme a
publicação, as informações foram repassadas aos investigadores na semana passada e já estão documentadas por escrito e arquivadas em vídeo.
O valor citado pelo delator representa cerca de 10% dos recursos declarados pela campanha Dilma-Temer.
Os relatos da Odebrecht podem influenciar no julgamento da
campanha presidencial da petista e do atual presidente no TSE, já que o processo relativo à chapa ainda se encontra na fase de instrução. Desta forma, uma das
partes ou o Ministério Público podem solicitar a anexação de novas informações prestadas por delatores para a Lava-Jato. O material, no entanto,
só poderá ser incluído na investigação após a homologação das delações pelo ministro-relator da operação
no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki.
De acordo com O Estado de S. Paulo, nos depoimentos já prestados, nenhuma pessoa relatou o pagamento de caixa
2 pela Odebrecht à campanha Dilma-Temer.