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| 11:17 | Segurança 3 min de leitura

Justiça nega pedido de liberdade de pai de Bernardo

O pedido foi feito depois que Graciele Ugulini negou o envolvimento do marido no caso

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O pedido foi feito depois que Graciele Ugulini negou o envolvimento do marido no caso
Foto: Divulgação
O juiz Marcos Luís Agostini, de Três Passos, negou o pedido de revogação de prisão temporária feito pela defesa do médico Leandro Boldrini, pai de Bernardo Uglione Boldrini.
Na decisão, o juiz disse que "a revogação da prisão temporária nesse momento, quando ainda estão em curso várias diligências investigativas, seria medida temerária e prejudicial à completa elucidação do fato. Afirmou ainda que o caso em exame exige prudência e certamente ao final da investigação será possível uma melhor análise da prova produzida."
O pedido havia sido feito pelo advogado Jader Marques na noite de quarta-feira, depois de a mulher de Boldrini, Graciele Ugulini, ter prestado depoimento à polícia isentando o marido de qualquer envolvimento no sumiço e morte de Bernardo. Além de Boldrini e Graciele, está presa pelo crime a assistente social Edelvânia Wirganovicz, que confessou detalhes da execução e apontou onde estava enterrado o corpo.
O menino de 11 anos foi morto em 4 de abril, em Frederico Westphalen. Graciele admitiu à polícia ter matado Bernardo, mas se defendeu alegando que a morte foi acidental. Ela teria dado a ele comprimidos para que se acalmasse, mas teria exagerado na dose. A polícia sustenta ter provas contra os três suspeitos.
Boldrini está recolhido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. Segundo seu advogado, o médico sofreu ameaças de morte de outros presos.
Relembre o caso
Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, uma sexta-feira, em Três Passos, município do Noroeste. De acordo com o pai, o médico cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, ele teria ido à tarde para a cidade de Frederico Westphalen com a madrasta, Graciele Ugulini, 32 anos, para comprar uma TV.
De volta a Três Passos, o menino teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Como no domingo ele não retornou, o pai acionou a polícia. Boldrini chegou a contatar uma rádio local para anunciar o desaparecimento. Cartazes com fotos de Bernardo foram espalhados pela cidade, por Santa Maria e Passo Fundo.
Na noite de segunda-feira, dia 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens do Rio Mico, na localidade de Linha São Francisco, interior do município.
Segundo a Polícia Civil, Bernardo foi dopado antes de ser morto com uma injeção letal no dia 4. Seu corpo foi velado em Santa Maria e sepultado na mesma cidade. No dia 14, foram presos o médico Leandro Boldrini — que tem uma clínica particular em Três Passos e atua no hospital do município —, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz, 40 anos, que colaborou com a identificação do corpo.

Fonte: Zero Hora

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