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| 08:42 | Praia Notícias | Segurança 2 min de leitura

Quatro pessoas são presas em Joinville na Operação Dinheiro Sujo

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Foto: Polícia Civil do Paraná / Divulgação
Quatro pessoas foram presas em Joinville, uma em São José e outras 14 em cidades paranaenses nesta sexta-feira na Operação Dinheiro Sujo, realizada pelo Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Deip), com apoio das polícias Civil e Militar de Santa Catarina e do estado vizinho. Elas são suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em crimes como explosão de caixas eletrônicos, lavagem de notas, falsificação de documentos e fraudes na venda de imóveis.
Com os presos, a polícia também apreendeu duas pistolas, R$ 20 mil em dinheiro, drogas e munições de diversos calibres, além de documentos usados nas fraudes de estelionato. O objetivo da operação era cumprir 28 mandados de prisão e 40 mandados de busca e apreensão em Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Ibiporã e Pontal do Paraná, além de Joinville e São José. Nove pessoas não foram encontradas e são consideradas foragidas.
A investigação começou em junho do ano passado para identificar os criminosos responsáveis por ataques a caixas eletrônicos. Segundo a Polícia Civil do Paraná, a quadrilha explodia os caixas e depois lavava as notas, que eram manchadas com tinta por um dispositivo usados pelos bancos para inutilizar as cédulas roubadas. A polícia descobriu que os suspeitos recolocavam o dinheiro no mercado após retirar as manchas das cédulas.
De acordo com a Polícia Civil paranaense, os suspeitos também cometiam crimes que iam desde a fraude na compra de chip de celular cadastrados no nome de outras pessoas, apropriação e venda de imóveis alheios e fraude a instituições financeiras e operadoras de cartão de crédito. Além disso, eles também cometeriam a falsificação de documentos e tinham porte ilegal de arma de fogo.
Áudios coletados pela polícia com autorização judicial mostraram que as pessoas formavam uma organização hierárquica. O esquema incluía um financiador, pessoas que falsificavam documentos, executavam fraudes e se passavam por terceiros para colaborar na falsificação. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha também contava com a participação de mulheres que acompanhavam o grupo para dar conotação de família aos alvos do golpe.
Mais de 120 policiais participaram da operação, que incluiu o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil, ambos do Paraná, e ainda policiais civis e militares do Diep e da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santa Catarina.

Fonte: Diário Catarinense

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