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| 05:51 | Praia Notícias | Segurança 4 min de leitura

Saída do pré-Carnaval de Balneário Camboriú tem briga, atropelamento e carros depredados

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Foto: Denise Felix / Arquivo Pessoal
O pré-Carnaval eletrônico em Balneário Camboriú, durante a tarde e a noite de sábado, levou mais de 30 mil pessoas à Barra Sul. Comandado pelo aclamado DJ Alok, o bloco ¿Vem elétrico que o trio é redondo" foi considerado um sucesso pelo organização. A volta para casa, no entanto, terminou em confusão. Houve brigas, atropelamento e dois carros foram depredados.
Em uma das ocorrências, atendidas pela Guarda Municipal, um Voyage foi atacado na Barra Sul. Segundo testemunhas ouvidas pela guarda, o carro havia atropelado pessoas que caminhavam pela ciclofaixa. Um rapaz teve a perna quebrada e foi levado ao Hospital Ruth Cardoso. Dois jovens que estavam no Voyage fugiram, e o carro foi apreendido.
Também na ciclofaixa um casal que estava em um BMW foi atacado depois que o motorista, ofendido por um grupo de jovens, resolveu tirar satisfação. O carro foi atingido por socos, objetos, e teve os vidros quebrados. A situação foi controlada pela Polícia Militar.
A jornalista Denise Félix, que presenciou as ocorrências, ficou assustada com o que viu:
_ Me arrependi de ter saído de casa hoje. Triste demais. Pessoas que não têm respeito pelos outros, bêbadas e procurando confusão _ relatou.
A organização do evento afirma que o pré-Carnaval, que teve sete horas de duração, ocorreu sem que nenhum transtorno fosse registrado. O que, inclusive, motivou elogios da estrela principal do evento. O DJ Alok ressaltou ao público que toda a apresentação ocorreu sem nenhum problema.
Na manhã deste domingo a PM informou, em um grupo de Whatsapp que reúne o trade turístico, não ter registrado nenhuma ocorrência grave durante o evento, além de consumo de drogas: ¿foram registrado apenas lavratura de Termos Circunstanciados por consumo de entorpecentes, não havendo qualquer incidente registrado durante as 7h de evento¿. O texto diz que os ¿fatos ocorridos apos o término do evento, ao longo da Avenida Atlântica, foram decorrentes de crimes de trânsito perpetrados por motoristas que não respeitaram as leis de trânsito e que ocasionaram atitudes violentas por parte de populares que presenciaram os fatos¿. 
Embora o pré-Carnaval tenha sido um evento privado, as críticas neste domingo foram direcionadas à prefeitura de Balneário Camboriú, que concedeu autorização para o evento e consta como apoiadora nos materiais de divulgação. 
As reclamações são especialmente em relação à falta de organização do trânsito na Barra Sul, e sobre a escolha do local para a realização da festa, por falta de rotas alternativas para desafogar o fluxo. A administração emitiu nota no domingo à tarde, assinada pelo secretário de Segurança, Antônio Gabriel Castanheira, em que afirma que o planejamento de trânsito e de segurança foi adequado. 
Confira na íntegra:
1. Tratou-se de um evento privado e a realização do mesmo foi autorizada pela Prefeitura após a constatação de cumprimento pelos organizadores de todos os itens do TAC (Termo de Ajuste de Conduta);
2. Durante as 7 horas de evento, a segurança foi realizada pela Guarda Municipal, Polícia Militar e segurança privada e nenhuma ocorrência de gravidade foi registrada, sendo registrado apenas Termos Circunstanciados por consumo de entorpecentes;
3. Os fatos de violência registrados, foram ocorridos após o término do evento e fora do espaço onde foi realizado o show, ocasionados por delito de trânsito em que populares se voltaram contra quem teria cometido a infração;
4. Neste caso, tão logo a Guarda Municipal tomou conhecimento foi para o local e tomou todas as providências junto com a PM identificando a existência de vítimas com lesões leves, encaminhadas ao hospital;
5. O planejamento de trânsito e segurança elaborado por esta Secretaria atenderam a contento o evento que reuniu mais de 30 mil pessoas durante 7 horas e, este planejamento segue sempre sendo aprimorado;
6. A Guarda Municipal seguirá acompanhando o processo de apuração a ser realizado pela Polícia Civil no sentido de responsabilizar os autores de tais ações.

Fonte: Diário Catarinense

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