Deputados que
integram a comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que trata da reforma do sistema de aposentadorias no país,
cobraram, nesta quarta-feira, que o governo envie os cálculos atuais sobre a Previdência. As informações permitiriam aos parlamentares avaliar se os recursos
arrecadados são suficientes ou não para o pagamento de benefícios e pensões.
O secretário da Previdência do Ministério
da Fazenda, Marcelo Caetano, havia prometido disponibilizar as informações quando esteve na comissão, no dia 15 de fevereiro. Deputados de oposição
chegaram a impetrar um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a suspensão da tramitação da proposta pela ausência dos estudos.
Entretanto, na ocasião, o ministro do STF Celso de Mello deu ao governo prazo de 10 dias para apresentar explicações.
Nesta quarta-feira, durante
audiência pública da comissão, os parlamentares Major Olímpio (Solidariedade-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Alessandro Molon (Rede-RJ) voltaram a
cobrar os números. Os três são contrários à proposta de reforma do governo.
— É desrespeitoso nós ficarmos
brincando que estamos aperfeiçoando um projeto — afirmou o Major Olímpio.
Arnaldo Faria de Sá disse que as informações
são "decisivas" para o debate e deveriam ter acompanhado a proposta enviada à Câmara dos Deputados. Molon reiterou o pedido pelos dados.
— Essa questão é séria. Estamos pedindo desde o início os modelos atuariais — declarou.
O presidente da
comissão, Carlos Marun (PMDB-RS), comprometeu-se a cobrar os dados de Caetano. O vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), afirmou que
conversou com o secretário da Previdência e que os dados serão encaminhados na semana que vem.
— Quero comunicar à mesa que toda a
informação pedida está sendo elaborada. Hoje de manhã conversei com o Marcelo e deve ser entregue na próxima semana. E, se for preciso, ele está
absolutamente disponível para vir aqui conversar — disse o deputado.