| 13:50 | Praia Notícias | Saúde 3 min de leitura
Trabalhadores do único hospital psiquiátrico do Sul catarinense entram em greve
Atraso nos salários de abril gerou paralisação de atendimento na Casa de Saúde Rio Maina, em Criciúma
s trabalhadores da Casa de Saúde Rio Maina, em
Criciúma, no Sul catarinense, entraram em greve na noite de quinta-feira (11) por atraso no pagamento dos salários. A instituição é o único
hospital psiquiátrico em funcionamento na região. São 116 leitos, 101 dele para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (Sus). Com isso, não
são feitas novas internações.
Conforme o diretor da Casa de Saúde, Marcelo Sottana, também há a preocupação com
relação aos pacientes já internados, há anos no local. Segundo ele, são 80 hospitalizados e desses, 33 pessoas vivem no local entre 5 e 15 anos.
“Somos referência e os pacientes internados não terão todo os cuidados que deveriam ter, podem ficar desassistidos. Esses 33 moram aqui e não tem para onde
ir”, diz Sotanna.
A greve começou às 18h e segue até que os salários de abril sejam pago, segundo o presidente do SindiSaúde
de Criciúma e Região, João Batista Martins Estevam. “Com o atraso, já havíamos alertado a instituição em documentos sobre a
possibilidade de greve. Os trabalhadores estão nos seus direitos e mantendo 30% do atendimento de saúde”, disse Estevam.
Ao todo, são 90
funcionários da unidade. Deles, conforme o diretor, trabalham no atendimento nesta sexta cerca de 25, para casos de urgência e emergência. A unidade de atendimento
especializado psiquiátrico mais próxima fica em Florianópolis, cerca de 200 km de distância, conforme Sottana.
Impasse para
pagamento
Segundo o diretor do hospital psiquiátrico, a folha de pagamento mensal é de R$ 230 mil e a Prefeitura de Criciúma repassa por
mês o valor de produção tabelado pelo SUS, em torno de R$ 140 mil. O valor referente a abril não foi repassado.
De acordo com a
secretária de Saúde de Criciúma, Franciele Gava, o repasse não foi feito porque é necessário renovar o contrato entre a instituição e
a prefeitura e para isso, a Casa não teria apresentado alguns documentos necessários.
“Se eles apresentarem as certidões negativas, nós
fazemos o repasse. São recursos do SUS pago pelo que é produzido. Nós vamos fazer o que é legal que é pagar pelo produzido”, diz Franciele.
Já o diretor da unidade de saúde diz que apenas uma certidão não foi entregue, mas que foi protocolado um documento em caráter de
urgência na prefeitura informando que a certidão foi solicitada. “Temos o parecer jurídico e foi protocolado na terça (9) o pedido para que façam o
repasse. Já pedimos a certidão do INSS, única que faltava, mas demora pra sair”.
Fonte: G1


























































