Diante da informação de que Joesley Batista, dono da JBS, gravou o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-
RJ), o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) apresentou um pedido de impeachment contra o peemedebista.
“Diante da gravidade dos fatos, é
imprescindível a instalação de processo de impeachment para apurar o envolvimento direto do Presidente da República para calar uma testemunha”, diz o
documento protocolado por Molon na Câmara, com base nas informações reveladas pelo jornal O Globo nesta quarta-feira (16).
As bancadas de PT,
PDT e PSOL também devem apoiar a abertura de um processo para cassar Temer, porém avaliam o momento, já que seria importante confirmar a existência da
gravação e ouvir o áudio. A oposição deve centrar o discurso inicial na renúncia do presidente.
“Fica claro que
esse governo não tem legitimidade para continuar governando. Chegou ao ponto final. Se o ponto final do governo não for dado pela sua própria renúncia,
será feito por esta Câmara e este senado através de um impeachment”, afirmou o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP).
Parlamentares de oposição se reuniram logo após a publicação da reportagem de O Globo. No Senado, as bancadas rivais a Temer também entraram em
encontros para discutir os próximos passos do novo capítulo da crise política no país.
“Só uma nova eleição no
prazo de 90 dias vai normalizar o país”, afirma o deputado Henrique Fontana (PT-RS).