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| 05:23 | Segurança 2 min de leitura

Justiça do RS retoma R$ 6 milhões pagos a procurado pela Interpol

Corregedoria-Geral da Justiça cancelou ordens de pagamento a Dal Agnol

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Corregedoria-Geral da Justiça cancelou ordens de pagamento a Dal Agnol
Dal Agnol entrou na lista de procurados pela Interpol (Foto: Reprodução/Interpol)
Um montante de R$ 6 milhões retornou ao Judiciário do Rio Grande do Sul após o cancelamento de todas as ordens de pagamento dirigidas ao Banrisul que tinham como autorizado o advogado Maurício Dal Agnol. Procurado pela Interpol, ele é uma das cinco pessoas indiciadas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal na Operação Carmelina, por suspeita de participar de um esquema que enganava clientes de ações judiciais. Dal Agnol está foragido desde o dia 21 de fevereiro, após a PF identificar um golpe que pode ter lesado mais de 30 mil clientes.
A determinação de cancelamento foi gerada pelo Corregedor-Geral da Justiça, Tasso Caubi Soares Delabary. A corregedoria levou em consideração a suspensão das atividades do profissional pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS) e o alto número de demandas do advogado no Rio Grande do Sul, além da repercussão do caso na sociedade.
A Operação Carmelina
Segundo a Polícia Federal, um grupo de advogados e contadores, comandados por Dal Agnol, procurava os clientes com a proposta de entrar com ações na Justiça contra empresas de telefonia fixa. Os clientes ganhavam a causa, mas os advogados repassavam a eles uma quantia muito menor da que havia sido estipulada na ação. O esquema fez o advogado enriquecer rapidamente.
Ao cumprir mandados de busca da Operação Carmelina na cidade do Norte do Rio Grande do Sul na sexta, a Polícia Federal encontrou um total de R$ 1,5 milhão em um dos endereços do homem. Além da quantia, animais selvagens empalhados e munição foram achados em um fundo falso de uma parede. A PF apreendeu também um avião avaliado em cerca de US$ 8,5 milhões e bloqueou dinheiro em contas bancárias e imóveis.
A Operação Carmelina foi desencadeada, no mês passado, em Passo Fundo, no Norte, e em Bento Gonçalves, na Serra. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia e de contabilidade e em uma residência. A operação foi batizada de Carmelina porque este era o nome de uma mulher que teve cerca de R$ 100 mil desviados no golpe. Segundo a PF, ela morreu de câncer, e poderia ter custeado um tratamento eficaz se tivesse recebido o valor da maneira adequada.

Fonte: G1

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