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| 19:28 | Esporte 2 min de leitura

Corpo de Fernandão é sepultado em Goiás

Cerimônia foi acompanhada por familiares, amigos e fãs do ex-jogador

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Cerimônia foi acompanhada por familiares, amigos e fãs do ex-jogador
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
Desde as 14h52min deste domingo, o corpo de Fernandão repousa no lote 969ª da Quadra N do cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. Durou 37 minutos o trajeto do cortejo desde o fim do velório, no ginásio Luís Torres de Abreu, até a sepultura. Cerca de 200 pessoas, entre familiares, amigos e fãs, deram o adeus ao ídolo das torcidas de Inter e de Goiás.
Na entrada do cemitério, o cantor Leonardo, amigo de Fernandão há mais de duas décadas, recepcionou o caixão que estava no caminhão do Corpo de Bombeiros. Junto com o sertanejo, Iarley, Fernando Carvalho e Gaudino, pai do ex-capitão colorado, conduziram o esquife até a sepultura.
Foi no momento de baixar o caixão que o ambiente de comoção de Porto Alegre foi, enfim, transferido para Goiânia. Poucos conseguiram conter as lágrimas. Nem faziam questão. Quase todos choraram, de crianças a idosos. De famosos a anônimos. Espontaneamente, torcedores do Goiás passaram a homenagear ídolo.
— O Fernandão é o nosso Ayrton Senna — disse um popular.
— Até podemos ganhar a Copa, mas já perdemos o Fernandão — emendou outro.
— Foi a melhor pessoa que conheci — gritou um terceiro, mais afastado, e com voz embargada.
Enquanto o caixão descia para a sepultura, com a ajuda de Clemer, houve aplausos, seguidos de gritos em uníssono:
— Fernandão, Fernandão, Fernandão!
Em seguida, os torcedores cantaram os hinos de Goiás e de Inter. Assim que os coveiros colocaram areia sobre a sepultura, as 39 coroas de flores foram depositadas junto ao número do jazigo.
— Conheci o Fernandão quando ele tinha 14 anos. Ele foi cedo demais e esta ferida ficará aberta por muito tempo. Ele amava a música sertaneja e adorava Não Aprendi Dizer Adeus (sucesso de Leandro e Leonardo). Sentirei saudades — disse um arrasado Leonardo.
Clemer ainda apresentava os olhos marejados, mesmo após o sepultamento.
— Foi péssimo descer o caixão. Péssimo. Jamais imaginei enterrar um cara que me deu tantas alegrias. Não é natural um pai enterrar um filho. Não é certo — lamentou o goleiro campeão do mundo em 2006.

Fonte: Zero Hora

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