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| 18:57 | Segurança 3 min de leitura

MP denuncia por homicídio quarto preso no caso Bernardo Boldrini

Órgão diz que Evandro abriu a cova em que criança foi enterrada

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Órgão diz que Evandro abriu a cova em que criança foi enterrada
Evandro foi preso no dia 10 de maio em Frederico Westphalen (Foto: Fábio Pelinson/O Alto Uruguai)
O Ministério Público de Três Passos denunciou Evandro Wirganovicz pelo crime de homicídio triplamente qualificado no caso do menino Bernardo Uglione Boldrini, morto no dia 4 de abril na Região Norte do Rio Grande do Sul. A ação tem por base documentos encaminhados pela Delegacia de Polícia de Três Passos em 6 de junho, o indiciamento realizado pela autoridade policial e ainda os dados já constantes no processo criminal. O acusado está preso temporariamente desde o início do mês de maio.
Evandro é irmão de Edelvania Wirganovicz, presa há mais de um mês e também ré pela morte, Além deles, o pai da criança, Leandro Boldrini, e a madrasta do menino, Graciele Ugulini, estão presos desde o dia 14 de abril, quando o corpo de Bernardo foi encontrado enterrado no município de Frederico Westphalen, na Região Norte do estado, a cerca de 80 km de Três Passos, onde o garoto residia com a família. Os três foram denunciados por homicídio qualificado.
A Promotora de Justiça, Sílvia Inês Miron Jappe, requereu ainda a prisão preventiva do acusado, já que a prisão decretada anteriormente é temporária. Segundo o Ministério Público, Evandro Wirganovicz, participou do delito auxiliando material e moralmente, na medida em que, no dia 2 de abril de 2014, entre 18h30min e 21h, abriu a cova, sabendo que lá seria enterrado o corpo de Bernardo Uglione Boldrini.
No entedimento do MP, o crime foi cometido pelo réu por motivo torpe, uma vez que sua irmã, Edelvânia Wirganovicz, recebeu de Graciele Ugulini a quantia de R$ 6 mil para o cometimento do crime, além da promessa de auxílio financeiro para a aquisição de um imóvel. Evandro sabendo dessa circunstância e aliando-se à motivação de sua irmã, auxiliou-a a fim de que obtivesse a vantagem econômica. Além disso, também são atribuídas a ele a utilização de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Em nota, o Ministério Pública explicou o motivo de pedido da prisão preventiva. "Quanto à decretação da prisão preventiva, o entendimento do Ministério Público é de que ela se impõe para a garantia da ordem pública, na medida em que o crime causou grande abalo na comunidade, e por questão de conveniência da instrução criminal, a fim de que não se obstrua a coleta de provas. Objetiva, ainda, assegurar a aplicação da lei penal, principalmente porque há risco de fuga do acusado".
Na quinta-feira (12) a Justiça negou um novo pedido de liberdade para o médico Leandro Boldrini, um dos suspeitos de participar da morte do próprio filho, Bernardo Boldrini. O médico é um dos quatro réus no processo criminal sobre o caso e está preso desde o dia 14 de abril.
O pedido de habeas corpus foi feito pelo advogado de Leandro, Jader Marques. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ-RS), o defensor alegou "falta de requisitos para manter a prisão cautelar do acusado", além de solicitar a transferência do processo da Comarca de Três Passos para Frederico Westphalen, onde o menino foi encontrado morto.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa. O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ele também auxiliou na compra do remédio Midazolam em comprimidos, fornecendo a receita azul. Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.

Fonte: G1

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