A 10 meses da eleição, o cenário da corrida
presidencial é incerto. O líder das pesquisas de intenção de votos não tem a presença garantida nas urnas, o governo segue na busca de um nome que
possa lhe dar continuidade e o segundo colocado nos levantamentos ainda não sabe em qual partido irá concorrer.
A espera por um grande número
de outsiders – candidatos de fora da política – se encaminha para a frustração. Até o momento, os partidos apostam em nomes com longa carreira
pública.
Para muitos, a falta de previsibilidade lembra a disputa de 1989, quando 22 candidatos concorreram por voto direto após a
redemocratização. Mas, segundo analistas, o ânimo do eleitor mudou 28 anos depois.
– Em 1989, havia um horizonte de futuro, de fim da
ditadura, de redemocratização. Hoje, temos apenas interrogações – pontua o cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas
Marco Antônio Teixeira.