| 11:27 | Segurança 2 min de leitura
Três suspeitos são investigados por desaparecimento de trio em Vacaria
Investigados devem ser submetidos a um detector de mentiras. Empresário e pedreiros sumiram no dia 3 de abril, quando foram vistos pela última vez nas proximidades de Capela do Caravaggio
Três homens
estão sendo investigados pelo desaparecimento do empresário de Caxias do Sul Eleandro Aparecido Rodrigues Moraes, 40 anos, e dos pedreiros Nelson Jair Soares, 44, e Alexsandro
do Amaral Correa, 23. Embora a Polícia Civil mantenha sigilo sobre o inquérito, a reportagem apurou que trio pode ser submetido a um detector de mentiras (polígrafo) na
Delegacia de Polícia de Vacaria.
Os investigados serão apresentados à polícia pelos advogados Carlos Alberto Sandoval e
César Eduardo Perottoni. Os três homens já prestaram depoimentos em outras ocasiões na delegacia e negam qualquer relação com o sumiço dos
moradores de Caxias. Contudo, a investigação quer confirmar se a versão deles é verdadeira. Mesmo que um detector de mentiras não seja considerada prova
num inquérito, o resultado pode ser usado como indício de culpa.
Uma das hipóteses é de que Eleandro, Nelson e Alexsandro tenham sido
vítimas de algum crime. Eles estão sumidos oficialmente desde o dia 3 de abril, quando foram vistos pela última vez por um vizinho na localidade de Capela do
Caravaggio, distante cerca de 60 quilômetros da área urbana de Vacaria. Supostamente, os empresário e os pedreiros haviam ido até a localidade,
às margens do Rio Pelotas, para trabalhar na construção da casa de Eleandro.
Na moradia e no entorno da propriedade
não havia sinal de violência. A polícia constatou que os três haviam feito uma última refeição antes do sumiço, pois foram deixados
restos de comida sobre a mesa e um fogão. No início, imaginava-se que o empresário e os pedreiros teriam se afogado no Rio Pelotas, hipótese desconsiderada dias
depois, já que nenhum corpo foi localizado após duas semanas de buscas.
A investigação avançou e se chegou aos três
investigados. Se houve um crime, não está claro qual seria a motivação dos suspeitos. Apesar de aparentemente nada ter sido levado de Eleandro e dos pedreiros, a
polícia não descarta até mesmo um possível latrocínio (roubo com morte). Nesse caso, o alvo seria o empresário.
— Vamos
apresentar os nossos clientes na delegacia e, havendo a possibilidade, eles serão submetidos a um detector de mentiras. Ninguém é obrigado a produzir provas contra si
próprio e que quem não deve, não teme — enfatiza o advogado dos investigados Carlos Alberto Sandoval.
O delegado responsável pelo
inquérito, Anderson Silveira de Lima, afirma que não há de concreto até o momento sobre o caso.
Fonte: Gaúcha ZH

























































