Facebook Instagram X WhatsApp
Publicidade


| 11:48 | Praia Notícias | Segurança 3 min de leitura

Polícia pede prisão preventiva de pai que criou campanha para tratamento do filho

Delegada da Polícia Civil indiciou pais que pediram R$ 3 milhões em "vaquinha", mas são suspeitos de desviar o dinheiro que ajudaria menino com doença rara

Compartilhar:
Delegada da Polícia Civil indiciou pais que pediram R$ 3 milhões em "vaquinha", mas são suspeitos de desviar o dinheiro que ajudaria menino com doença rara
Campanha teve início em março e arrecadou R$ 3 milhões em dois meses (Cleber Gomes / Especial)
A Polícia Civil de Joinville (SC) pediu, na sexta-feira (27), a prisão preventiva de Renato Openkoski, suspeito de desviar recursos de uma campanha milionária criada para custear o tratamento do filho Jonatas Henrique, de dois anos, diagnosticado com doença rara. O pai é visto como o principal articulador do esquema.
Ao entregar o inquérito ao Ministério Público, a delegada Georgia Bastos indiciou Renato e Aline, mãe de Jonatas, pelos crimes de estelionato e apropriação indébita. O casal arrecadou mais de R$ 3 milhões e é suspeito de desviar o dinheiro para obter vantagens. A prisão preventiva da mãe só não foi solicitada porque a delegada entendeu que ela cuida do filho. 
Em março, a polícia apreendeu, na residência do casal, um carro de R$ 140 mil, joias e acessórios de luxo, aparelhos de TV e vídeo game, uma luneta, brinquedos e uma carabina utilizada para tiro esportivo avaliada em R$ 4 mil. No inquérito, a delegada afirma que uma viagem para Fernando de Noronha em dezembro do ano passado também foi paga com recursos da conta da "vaquinha".
A Polícia Civil também cita como exemplo a compra de móveis e equipamentos para o quarto de Jonatas Henrique, ainda em 2017, quando testemunhas afirmaram que o casal pedia dinheiro em mãos – e não doações via transferência bancária. Renato e Aline alegavam que a conta da campanha estava bloqueada, o que só ocorreu efetivamente em janeiro deste ano. Com isso, não é possível verificar a forma de utilização das doações.
Com base no artigo 89, previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência, a vítima citada pela Polícia Civil é o menino de dois anos, já que o crime apontado é de "apropriar-se de ou desviar bens, proventos, pensão, benefícios, remuneração ou qualquer outro rendimento de pessoa com deficiência".
A delegada recomenda que seja feito um leilão dos itens apreendidos para que o dinheiro seja revertido ao tratamento de Jonatas. O pedido de prisão preventiva do pai foi feito, segundo Geórgia, porque "parece ser a única forma de pará-lo, ele continua usando vários artifícios para sensibilizar as pessoas e fazê-las continuar doando".
— No caso da mãe, como o bem-estar do menino é prioridade e entendemos que ela cuida bem do filho, pedi uma medida cautelar para proibir seu contato com os seguidores. Se o pedido de prisão não for aceito, essa é a sugestão para o pai também — afirma a delegada. 
A Polícia Civil pede também o indiciamento por falso testemunho do médico Danny Cesar,  amigo da família que havia afirmado em depoimento ter presenteado o casal com R$ 10 mil, supostamente usados para pagar a viagem a Fernando de Noronha. O médico aparecia em uma planilha de prestação de contas enviada ao Judiciário pela família, com uma remuneração de R$ 5 mil por mês pelo trabalho como nutrólogo. À polícia, ele negou ter prestado o serviço à família. 
Jonatas tem uma síndrome chamada de Atrofia Muscular Espinhal (AME) de tipo 1, a mais grave no quadro da doença. Em março de 2017, seus pais deram início a uma campanha com meta de R$ 3 milhões para custear um tratamento inovador que retardaria os efeitos da síndrome. O valor foi alcançado em dois meses. 
A reportagem do jornal A Notícia tentou contato com a advogada do casal, mas ela  não retornou a ligação. O Ministério Público informou que o inquérito ainda não havia chegado à promotoria até o fim da tarde desta segunda-feira. 

Fonte: Gaúcha ZH

Mais notícias sobre PRAIA NOTÍCIAS
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade