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| 17:07 | Geral 3 min de leitura

Maduro anuncia fechamento total de fronteira terrestre da Venezuela com o Brasil

A determinação vem às vésperas de uma mobilização nacional, liderada pelo autodeclarado presidente interino Juan Guaidó, para obter ajuda humanitária

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A determinação vem às vésperas de uma mobilização nacional, liderada pelo autodeclarado presidente interino Juan Guaidó, para obter ajuda humanitária
Ponte na fronteira com a Colômbia irá receber show de artistas internacionais durante o envio de ajuda humanitária - Juan Barreto / AFP
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira (21) o fechamento total da fronteira terrestre com o Brasil. O mandatário venezuelano fez o anúncio em uma reunião com o alto comando militar do país em Fuerte Tiúna, na capital Caracas.
— Eu decidi, no sul da Venezuela, que a partir das 20h (21h de Brasília) deste 21 de fevereiro, fica fechada total e completamente, até novo aviso, a fronteira terrestre com o Brasil — afirmou o presidente.
A determinação vem às vésperas de uma mobilização liderada pelo autodeclarado presidente interino Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional, para obter ajuda humanitária de outros países — inclusive o Brasil. Maduro rechaça essa ajuda, afirmando se tratar de uma "esmola".
O Brasil, que vai instalar um centro de aprovisionamento no Estado fronteiriço de Roraima, prepara uma operação para fornecer ajuda humanitária em "cooperação com o governo dos Estados Unidos", disse em Brasília o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros. Há informações não confirmadas oficialmente que foram enviados militares para cidade de Santa Helena de Uairén, na fronteira com o Brasil.
No próximo sábado (23), apoiadores do autodeclarado presidente da Venezuela Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional, e do presidente Nicolás Maduro vão fazer um duelo musical nas fronteiras do país. Enquanto apoiadores de Guaidó organizam o "Venezuela Aid Live" para arrecadar US$ 100 milhões em ajuda humanitária, na cidade de Cúcuta, na Colômbia, apoiadores chavistas armam o "Hands off Venezuela" (Tirem as mãos da Venezuela), com atrações ainda não confirmadas. 
O show oposicionista contará com artistas do porte dos espanhóis Alejandro Sanz e Miguel Bosé, o dominicano Juan Luis Guerra, os colombianos Carlos Vives e Juanes, e o porto-riquenho Luis Fonsi. Ainda não foram anunciadas as atrações do show chavista.
Maduro responsabiliza Colômbia por violência
 O líder socialista disse ainda que está "avaliando um fechamento total da fronteira com a Colômbia", diante do que chamou de "provocações" e agressões do governo do presidente Iván Duque em aliança com o presidente americano, Donald Trump.
— Eu considero o senhor Iván Duque responsável por qualquer violência na fronteira —declarou Maduro, que também pediu aos militares colombianos que não se prestem a nenhuma agressão contra a Venezuela.
Guaidó, reconhecido por 50 países como presidente interino da Venezuela, viaja nesta quinta em caravana para a fronteira com a Colômbia para exigir a entrada de ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos e que está armazenada na cidade colombiana de Cúcuta.
Na terça-feira (19), Maduro reafirmou sua decisão de suspender o tráfego aéreo e marítimo com Curaçao, onde a ajuda enviada a partir de Miami (EUA) está armazenada. De acordo com o presidente venezuelano, os voos eram uma "provocação" preparada com o consentimento do governo da Holanda.
— É melhor prevenir do que remediar, tomar todas as medidas de segurança e proteção até novo aviso, porque as provocações devem ser trabalhadas com tempo para desmontá-las, simples assim —  disse aos militares.
Guaidó anunciou que as brigadas de voluntários vão se dirigir no sábado aos centros de armazenamento de partir nos estados de Táchira e Bolívar, nas fronteiras com Colômbia e com o Brasil, no Estado de Roraima, além dos portos Cabello e La Guaira.
O opositor de 35 anos garantiu que fará a ajuda humanitária entrar no país no sábado, dia que marca um mês de sua proclamação como presidente interino.

Fonte: Gaúcha ZH

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