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24/04/2019 | 10:06 | Política

Relatório da reforma da Previdência é aprovado na CCJ da Câmara após nove horas de discussão

Sessão foi marcada por diversas tentativas de obstrução por parte da oposição

Sessão foi marcada por diversas tentativas de obstrução por parte da oposição
Votação aconteceu no final da noite após diversas tentativas de obstrução por parte da oposição - Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
Após mais uma sessão tumultuada, que durou nove horas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (23), o relatório do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG) favorável à admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência. Foram  48 votos a favor do avanço da reforma, 18 contrários e nenhuma abstenção. A votação terminou às 23h45min após diversas tentativas por parte da oposição de obstruir a tramitação do projeto.
Esta foi apenas a primeira etapa de tramitação da proposta de reforma da Previdência na Câmara. Agora, o mérito da PEC será analisado por uma comissão especial, que deve ser instalada na quinta-feira (25).
Tentativas de obstrução  
Durante a sessão, a oposição apresentou sete requerimentos para tentar adiar a votação. Em um deles, PT, PCdoB, PDT e PSOL recolheram 103 assinaturas para tentar travar a tramitação da PEC por 20 dias até que dados de impacto da reforma que foram considerados sigilosos sejam liberados. No entanto, a mesa só considerou 99. Por causa disso, o documento foi descartado pelo presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR). 
Durante a votação, o Psol e o PCdoB anunciaram que vão entrar, na quarta-feira (24), com um mandado de segurança para anular o resultado da sessão.
Acordo
Mais cedo, o relator Marcelo Freitas anunciou a retirada de quatro pontos do seu parecer pela admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC 6/19). Os itens suprimidos da proposta foram negociados com líderes da base governista. O primeiro é o fim do pagamento da multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do recolhimento do fundo do trabalhador já aposentado que voltar ao mercado de trabalho.
O segundo ponto é a concentração, na Justiça Federal em Brasília, de ações judiciais contra a reforma da Previdência. Os outros pontos são a exclusividade do Poder Executivo de propor mudanças na reforma da Previdência e a possibilidade de que a idade de aposentadoria compulsória dos servidores públicos (atualmente aos 75 anos) seja alterada por lei complementar, em vez de ser definida pela Constituição, como atualmente.
Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, mesmo com as alterações, a reforma da Previdência ainda reduziria os gastos públicos em R$ 1,1 trilhão em dez anos. Ou seja, as alterações não têm impacto fiscal.
— Abrimos um processo de negociação que se estendeu pelo feriado de Páscoa — disse Marinho, que conversa com líderes da Câmara desde semana passada. 
Fonte: Gaúcha ZH
Sessão foi marcada por diversas tentativas de obstrução por parte da oposição
Durante a sessão, o painel eletrônico, por onde são feitas as votações, ficou fora do ar - Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
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