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| 00:05 | Segurança 3 min de leitura

Pai e madrasta de Bernardo não irão à 1ª audiência do caso na Justiça

Leandro Boldrini e Graciele Ugulini pediram dispensa, aceita pelo juiz. Processo de julgamento sobre morte do menino começa na terça (26)

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Leandro Boldrini e Graciele Ugulini pediram dispensa, aceita pelo juiz.
Processo de julgamento sobre morte do menino começa na terça (26)
Pai e madrasta de Bernardo pedem dispensa de 1ª audiência na Justiça (Foto: Reprodução/RBS TV)
O pai e a madrasta do menino Bernardo Boldrini, encontrado morto há quatro meses, não estarão presentes na primeira audiência na Justiça, marcada para a próxima semana na Comarca de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul. O juiz Marcos Luís Agostini, responsável pelo processo criminal, atendeu ao pedido de dispensa feito por Leandro Boldrini e Graciele Ugulini.
O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, a cerca de 80 km de Três Passos, onde ele residia com a família. O menino estava desaparecido desde 4 de abril. Além de Leandro e Graciele, a amiga dela, Edelvania Wirganovicz, e o irmão, Evandro Wirganovicz, também são réus pelo crime. Os quatro estão detidos e respondem por homicídio qualificado.
De acordo com a decisão do magistrado, é direito dos acusados optarem por não ser conduzidos à audiência, salvo naquela em que serão interrogados. A audiência marcada para a terça-feira (26) é de instrução do processo, quando serão ouvidas testemunhas de defesa e de acusação. A data da audiência de interrogatório dos réus ainda não foi definida.
Entenda 
Conforme alegou a família, Bernardo teria sido visto pela última vez às 18h do dia 4 de abril, quando ia dormir na casa de um amigo, que ficava a duas quadras de distância da residência da família. No dia 6 de abril, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado que o filho não estava lá e nem havia chegado nos dias anteriores.
No início da tarde do dia 4, a madrasta foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. Graciele trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada do menino.
O pai registrou o desaparecimento do menino no dia 6, e a polícia começou a investigar o caso. No dia 14 de abril, o corpo do garoto foi localizado. Segundo as investigações da Polícia Civil, Bernardo foi morto com uma superdosagem de um sedativo e depois enterrado em uma cova rasa, na área rural de Frederico Westphalen.
O inquérito apontou que Leandro Boldrini atuou no crime de homicídio e ocultação de cadáver como mentor, juntamente com Graciele. Ainda conforme a polícia, ele também auxiliou na compra do remédio em comprimidos, fornecendo a receita Leandro e Graciele arquitetaram o plano, assim como a história para que tal crime ficasse impune, e contaram com a colaboração de Edelvania e Evandro.

Fonte: G1

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