Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:16 | Segurança 3 min de leitura

Suspeito de ataques com ácido em Porto Alegre é um dos mais de 3 mil detentos soltos em meio a pandemia

Juíza ponderou que ele faz parte do grupo de risco da covid-19

Compartilhar:
Juíza ponderou que ele faz parte do grupo de risco da covid-19
Reprodução
Réu pelos ataques a cinco pessoas com ácido em junho de 2019 em Porto Alegre, Wanderlei da Silva Camargo Júnior deixou o Presídio Central nesta quarta-feira (25) em meio à pandemia de coronavírus. Nos últimos dias, mais de 3,4 mil foram soltos no Rio Grande do Sul. Segundo a decisão judicial que revogou a prisão preventiva, ele sofre de hipertensão e faz parte do grupo de risco da covid-19.
O suspeito estava preso desde outubro de 2019, após investigação da Polícia Civil apontar que ele era o responsável pela série de crimes, que tinha vítimas aleatórias. Ele foi capturado em Curitiba, onde mantinha uma empresa de turismo. Segundo a polícia, os ataques tinham a intenção de mostrar para sua ex-companheira que Porto Alegre é uma cidade violenta e convencê-la a ir morar com ele na capital do Paraná.
A magistrada Carla Fernanda de Cesaro Haass justificou, em seu despacho, a necessidade de seguir a recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determina a reavaliação das prisões preventivas existentes há mais de 90 dias durante a crise da doença. 
A juíza também levou em consideração que o acusado é réu primário. Disse ainda que estão pendentes resultados de perícias que são aguardadas "há mais de dois meses" e que, mesmo estando preso há mais de seis meses, ainda não foi encerrada a fase de instrução do processo — destinada à produção de provas.
Como medida cautelar à prisão, a Justiça determinou que ele não deve se aproximar das vítimas e da ex-companheira, "proibido com elas qualquer espécie de contato". Também determinou que ele "não frequente os locais em que ocorreram os delitos".
O Ministério Público é contrário à soltura do réu. A promotora de justiça Fernanda Dillemburg recorreu da decisão e ajuizou medida cautelar no Tribunal de Justiça para suspender o recurso. 
Procurado por GaúchaZH, o advogado do réu, Wellington Alves Ribeiro, disse que a juíza "agiu de forma assertiva e correta, atendendo ao pleito da defesa". Ainda comentou que a concessão da liberdade é "técnica, motivada principalmente pela demora de prazo para produzir prova".  O advogado ainda garantiu que seu cliente "se compromete a comparecer a todos os atos processuais a que for chamado".
Receba duas vezes por dia um boletim com o resumo das últimas notícias da covid-19. Para receber o conteúdo gratuitamente, basta se cadastrar neste link
Relembre o caso
Entre os dias 19 e 21 de junho deste ano, cinco pessoas foram vítimas de ataques com líquido ácido nas ruas Santa Flora, no bairro Nonoai, e Francisca Prezzi Bolognesi, no bairro Hípica, na zona sul de Porto Alegre.
Durante a investigação, os policiais chegaram ao nome do empresário Wanderlei da Silva Camargo Júnior, 48 anos. Ele foi preso em 4 de outubro, em Curitiba, no Paraná.
Informalmente, Camargo Júnior disse aos policiais que pretendia mostrar à ex-companheira que os locais que ela frequenta não eram seguros — os ataques foram em trajetos que a mulher usava. Assim, queria convencê-la a morar com ele no Paraná. Segundo a polícia, as vítimas foram escolhidas aleatoriamente.
A Justiça aceitou denúncia do Ministério Público contra o empresário em 22 de outubro, e Camargo Júnior virou réu, respondendo por lesões corporais graves e leves, ameaça, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e furto.

Fonte: Gaúcha ZH

Mais notícias sobre SEGURANÇA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade