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| 10:03 | Política 2 min de leitura

PF exibe nesta terça-feira vídeo de reunião ministerial citada por Moro

Exibição ocorre no âmbito da investigação que apura suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. Registros estão sob sigilo temporário para o público

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Exibição ocorre no âmbito da investigação que apura suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. Registros estão sob sigilo temporário para o público
Divulgação
A Polícia Federal (PF) exibirá, na manhã desta terça-feira (12), a gravação da reunião do Conselho de Ministros realizada no Palácio do Planalto em 22 de abril. O encontro é citado pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Sergio Moro no inquérito que investiga a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na PF.
A gravação foi entregue na última sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Advocacia-Geral da União (AGU).
De acordo com Moro, ele teria sido ameaçado por Bolsonaro durante a reunião. O presidente teria dito que, se não pudesse trocar o superintendente da PF no Rio de Janeiro, trocaria o diretor-geral da corporação e o próprio ministro.
Moro já anunciou que estará presente para acompanhar a exibição da gravação. Além dele, o vídeo será visto ao mesmo tempo pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, o advogado-geral da União, José  Levi, e a advogada responsável pelo inquérito, Christiane Correa Machado, na sede da Polícia Federal, em Brasília.
Os registros estão sob sigilo temporário para o público. A decisão sobre a divulgação cabe ao ministro do STF Celso de Mello, que é o relator do inquérito na Corte.
Inquérito 
Também para esta terça-feira, estão previstas oitivas de três ministros militares citados por Moro em depoimento: Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).
Na segunda, a PF colheu os depoimentos de três pessoas: o delegado Ricardo Saadi, que chefiou a superintendência da corporação no RJ; o delegado Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), cuja nomeação para chefiar a PF foi barrada pelo STF diante de indícios de desvio de finalidade; e o ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo, exonerado por Bolsonaro em abril.

Fonte: Gaúcha ZH

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