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| 06:06 | Política 2 min de leitura

Projeto de lei quer proibir venda de veículos novos com "estepe fino" no Brasil

Proposta determina que automóveis saiam de fábrica com pneu sobressalente de mesmas dimensões dos demais e prevê multas para quem descumprir a regra.

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Proposta determina que automóveis saiam de fábrica com pneu sobressalente de mesmas dimensões dos demais e prevê multas para quem descumprir a regra.
Divulgação

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pretende proibir a comercialização de veículos novos equipados com o chamado "estepe fino" ou temporário no Brasil.

O Projeto de Lei (PL) 1.396/2026, de autoria do deputado federal Pastor Gil (PL-MA), estabelece que automóveis de passeio, SUVs, picapes e veículos comerciais leves deverão sair de fábrica com roda e pneu sobressalentes de mesmas dimensões, capacidade de carga e índice de velocidade dos pneus utilizados nos eixos do veículo.

Atualmente, o uso do estepe temporário é comum na indústria automotiva, sendo adotado pelas montadoras para reduzir o peso do veículo, ampliar o espaço disponível no porta-malas e facilitar o manuseio durante a troca do pneu.

Na justificativa da proposta, o autor argumenta que o estepe fino altera o comportamento dinâmico do automóvel, reduzindo a estabilidade, especialmente em curvas e frenagens de emergência. Além disso, esse tipo de pneu possui limitação de velocidade, normalmente de até 80 km/h.

O texto também sustenta que o componente não preserva as características originais de tração e distribuição de carga do veículo e que sua adoção teria como principal objetivo a redução de custos de fabricação.

Caso o projeto seja aprovado, montadoras, importadoras e revendas que comercializarem veículos em desacordo com a norma poderão ser multadas e obrigadas a substituir gratuitamente o estepe temporário por um conjunto convencional.

O PL 1.396/2026 ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara dos Deputados e será analisado pelas comissões temáticas antes de seguir para votação no plenário. Se aprovado pelos deputados, o projeto ainda precisará passar pelo Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.

Fonte: Paulo Marques Notícias

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