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15/05/2020 | 17:19 | Política

''A vida é feita de escolhas, e hoje eu escolhi sair'', diz Teich ao deixar Ministério da Saúde

Oncologista ficou pouco menos de um mês no comando da pasta

Oncologista ficou pouco menos de um mês no comando da pasta
Nelson Teich deixou o cargo nesta sexta-feira - Wallace Martins / Futura Press/Folhapress
* Médico Nelson Teich substituiu o também médico Luiz Henrique Mandetta e ficou 28 dias no cargo
* Ministro era um defensor do distanciamento social e deu poucas declarações durante o mandato
* No dia 11, ele foi surpreendido por um decreto presidencial enquanto dava uma coletiva. Ele também divergiu do presidente a respeito do uso da cloroquina
O ex-ministro da Saúde Nelson Teich pediu demissão nesta sexta-feira (15), pouco menos de um mês depois de assumir. Em um pronunciamento que durou sete minutos, ele afirmou que deixou um plano pronto sobre o aumento no número de testes para coronavírus, mas não detalhou os motivos pelos quais deixou o cargo.
— A vida é feita de escolhas, e hoje eu escolhi sair.  Dei o melhor de mim nos dias em que estive aqui nesse período. Não é uma coisa simples estar à frente de um ministério como esse — afirmou.
O agora ex-ministro agradeceu a equipe de secretários e fez um aceno a representantes de Estados e municípios, com quem teve embates no cargo.
— A missão da saúde é tripartite, e isso é uma coisa importante de deixar claro. O Ministério da Saúde vê isso como verdadeiro e essencial. É um momento em que o país inteiro luta pela saúde — disse.
Teich completou a sua fala declarando que seu objetivo era ajudar o país.
— Eu não aceitei o convite pelo cargo, mas sim pelo Brasil e pela necessidade de ajudar as pessoas — afirmou ele na sua manifestação.
O ministro não respondeu as perguntas dos jornalistas, nem falou sobre as divergências com o presidente da República sobre o uso da cloroquina, ponto central da sua saída. Ele pediu demissão na manhã desta sexta, após ouvir um ultimato do presidente Bolsonaro quer a mudança no protocolo para que o medicamento seja ministrado também para os casos leves da Covid-19. 
Teich afirmou que o seu plano também traz orientações para governadores e prefeitos no combate à pandemia. Nesta semana, estava previsto que ele anunciasse recomendações e diretrizes para flexibilização do distanciamento social, o que não aconteceu por falta de acordo com os conselhos de secretários estaduais e municipais. 
No dia 11 de maio, Teich anunciou apenas uma "matriz de risco", reiterando que a decisão final cabe a Estados e municípios, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os entes federativos têm autonomia para isso.
Fonte: Gaúcha ZH
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