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29/06/2020 | 11:14 | Política

Universidade alemã afirma que ministro da Educação não obteve certificado de pós-doutorado na instituição

Carlos Alberto Decotelli conduziu pesquisas na Universidade de Wüppertal durante três meses, em 2016, mas não concluiu nenhuma formação no local

Carlos Alberto Decotelli conduziu pesquisas na Universidade de Wüppertal durante três meses, em 2016, mas não concluiu nenhuma formação no local
Reprodução/Internet
O ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, não tem o certificado de pós-doutorado na Universidade de Wüppertal, na Alemanha. A informação foi confirmada pelo jornal O Globo e divulgada nesta segunda-feira (29). 
Em nota ao jornal, a instituição alemã informou que o ministro conduziu pesquisas na universidade por um período de três meses, em 2016, mas que não concluiu nenhum programa de pós-doutorado, que, no país, dura de dois a quatro anos. 
No currículo disponível na plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Decotelli descreve que frequentou Wüppertal entre 2015 e 2017 e que recebeu o certificado de pós-doutor. 
O ministro ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Problemas no currículo
Reportagem do site UOL publicada no sábado (27) mostrou que o ministro teria copiado pelo menos quatro trechos de outras dissertações e de textos acadêmicos na introdução de seu trabalho de mestrado, apresentado em 2008, com o título "Banrisul: do PROES ao IPO com governança corporativa". 
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) chamou de "ilações" as afirmações de que o ministro cometeu plágio, e disse que pode ter havido falha técnica ou de metodológica.
Quando anunciado o novo titular do MEC, Decotelli foi apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro como doutor pela Universidade de Rosário (UNR), na Argentina. O reitor da instituição, no entanto, afirmou que Decotelli "cursou o doutorado, mas não finalizou, portanto não completou os requisitos exigidos para obter a titulação de doutor".
Também em nota, o MEC ressaltou que Decotelli foi aprovado em todas as disciplinas e que, por compromissos no Brasil e falta de recursos financeiros, o agora ministro precisou retornar ao país sem o título.
Fonte: Gaúcha ZH
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