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| 09:09 | Segurança 2 min de leitura

Polícia identifica quatro homens responsáveis por fraudar auxílio emergencial

Dados de pelo menos 16 pessoas foram usadas pelos golpistas , segundo os agentes

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Dados de pelo menos 16 pessoas foram usadas pelos golpistas , segundo os agentes
Reprodução/Internet
A Polícia Civil irá indiciar por estelionato quatro homens identificados por fraudar o auxílio emergencial por meio do aplicativo "Caixa Tem". Eles foram ouvidos nesta segunda-feira (6), confessaram o crime, mas não foram presos. Pelo menos 16 pessoas teriam sido vítimas do golpe.
De acordo com a investigação policial, os golpistas buscavam dados pessoais — como nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe — das vítimas através de sites que obtêm essas informações ilegalmente. Depois, eles cadastravam essas vítimas no aplicativo da Caixa Econômica Federal. Quando aprovados os cadastros, sacavam o dinheiro depositado na conta através do pagamento de boletos que eram gerados em sites de compra e venda online, de forma fraudulenta. A polícia também descobriu os sites de onde eles tiravam os dados, mas não revelou os nomes para não prejudicar a investigação.
A polícia calcula que os golpistas teriam conseguido sacar cerca R$ 9,6 mil por meio da fraude no aplicativo. O titular da 3ª delegacia de polícia de Novo Hamburgo, delegado Alexandre Ferreira Quintão, afirma que ocorrências do tipo têm se tornado frequentes.
— Somente aqui (3ª DP) tivemos mais de 50 boletins de ocorrência gerados por esse tipo de golpe. Nem todos têm relação com esse grupo. Eles tinham o cuidado de buscar o CEP de bairros de periferia para agilizar a aplicação do golpe — revelou o delegado.
De acordo com a polícia, os homens identificados são vizinhos, com idades entre 19 e 22 anos. O golpe teria iniciado pelo mais jovem, que teria convidado os demais para participar. Com eles, a polícia apreendeu três celulares, cerca de R$ 1,6 mil sacados indevidamente, uma máquina de cartão do mercado pago e 12 boletos emitidos para pagamento através do aplicativo.
A investigação teve início após a polícia receber a denúncia de uma pessoa que teria emprestado a conta de site de vendas online e, ao perceber que havia algo errado na movimentação financeira da mesma, acionou os agentes.

Fonte: Gaúcha ZH

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