Facebook Instagram X WhatsApp


| 07:19 | Geral 3 min de leitura

Paraguai confirma existência de nova nuvem de gafanhotos

O primeiro conjunto de animais, localizado na Argentina, permanece em uma região a 100 quilômetros de Uruguaiana

Compartilhar:
O primeiro conjunto de animais, localizado na Argentina, permanece em uma região a 100 quilômetros de Uruguaiana
Reprodução/Internet
Autoridades paraguaias identificaram, no país, uma nuvem de gafanhotos semelhante à que, no fim de junho, se formou na Argentina e chegou próxima às fronteiras com o Brasil, motivando o governo brasileiro a, na ocasião, declarar estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Embora não representem um risco direto para os seres humanos, esses ortópteros saltadores podem, em grupo, causar grandes prejuízos econômicos, devorando plantações em questão de horas.
Segundo o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal e de Sementes (Senave) do Paraguai, até a tarde de quarta-feira (15), milhares de gafanhotos da espécie schistocerca cancellata (também chamada de gafanhoto migratório sul-americano) se encontravam próximos ao Parque Nacional Defensores del Chaco, a cerca de 300 quilômetros das fronteiras com o Brasil e a Argentina.
A possibilidade de os gafanhotos se deslocarem para outras regiões colocou não só os técnicos do Senave paraguaio "em vigilância permanente", mas também motivou o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina a reforçar o pedido para que produtores rurais e a população em geral alertem às autoridades sanitárias locais caso avistem os animais.
No Brasil, o Ministério da Agricultura confirmou ter recebido dos técnicos paraguaios informações sobre a segunda nuvem de gafanhotos. A pasta informou que está monitorando a situação, mas que, no momento, não há como prever o comportamento dos animais, pois isso depende de uma série de fatores climáticos.
"No momento, as condições meteorológicas não são favoráveis à sua entrada no Brasil e, por isso, ainda não é necessário estabelecer uma emergência fitossanitária para essa nuvem", sustenta o ministério, revelando que ocorrências do tipo já vêm sendo monitoradas por especialistas de diversos países sul-americanos desde 2015. Além disso, desde 23 de junho, quando foi emitido o alerta em decorrência da primeira nuvem, também os Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná estão mobilizados para, se necessário, adotar as medidas de controle cabíveis.
Fenômeno antigo
Embora o surgimento de nuvens de gafanhotos tenha voltado a ganhar destaque quando a situação na Argentina ameaçava transpor as fronteiras do Brasil e do Uruguai, o fenômeno é antigo na região. Segundo o Senasa, há muito tempo os argentinos convivem com um espantoso número de gafanhotos migratórios sul-americanos. Durante a primeira metade do século 20, a espécie "foi a praga mais prejudicial" para o setor agropecuário do país, "causando significativas perdas econômicas em cultivos e campos naturais de amplas regiões" do país.
Mesmo com esse histórico, em 2017, especialistas se surpreenderam com o que classificaram como uma nova "explosão demográfica dos gafanhotos". Isso motivou a aprovação do Protocolo Interinstitucional de Gestão de Informações - o que não impediu que, dois anos depois, a Argentina tivesse que decretar emergência regional frente aos milhares de insetos provenientes do Paraguai.
Na quinta-feira (16), a Senasa informou que continua acompanhando milhares de animais que faziam parte da nuvem que se formou em junho e que, agora, estão agrupados próximos à cidade de Curuzú Cuatiá, a cerca de 100 quilômetros de Uruguaiana. De acordo com o órgão, os gafanhotos estão em uma área de difícil acesso e, nos últimos dias, têm se deslocado pouco, devido às baixas temperaturas.

Fonte: Gaúcha ZH

Mais notícias sobre GERAL
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade