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16/08/2020 | 14:23 | Política

MP aponta que Flávio Bolsonaro teria omitido R$ 350 mil gastos em compra de loja de chocolates, diz jornal

Segundo investigações, valor não consta de declarações de Imposto de Renda

Reprodução/Internet

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e sua esposa, Fernanda, teriam omitido de suas declarações de Imposto de Renda (IR) os R$ 350 mil investidos na compra de uma loja de chocolates em sociedade com o amigo Alexandre Santini. A informação consta em investigações do Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro, segundo o jornal O Globo.
Conforme a reportagem, foram cruzados dados bancários e fiscais a partir das quebras de sigilo autorizadas pela Justiça em abril de 2019. O depoimento de Flávio, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, aos promotores teria demonstrado contradições. Ele teria confundido valores e relatado não se recordar das operações. O atual senador é alvo de um inquérito que apura rachadinhas na época em era deputado na Assembleia Legislativa do Rio.
A loja C2S Comércio de Alimentos foi comprada em 11 de dezembro de 2014 por Flávio e Santini, com cada um pagando R$ 400 mil. Segundo dos promotores, há o registro do pagamento de R$ 50 mil na declaração de Flávio. Também encontraram uma transferência de R$ 350 mil de Fernanda em 2 de fevereiro de 2015, quitando a parte do marido no negócio. Essa transação não foi declarada à Receita Federal.
Para o MP, isso demonstraria que o casal "não possuía lastro financeiro" para a operação, segundo registro nos autos de investigação publicados por O Globo. Em depoimento, Flávio disse não saber se "foi exatamente de R$ 800 mil" a negociação. Confrontado, o senador respondeu, segundo o jornal:
— É, tá no contrato. Se não me engano, o que está lançado aí não é o que eu gastei com a Kopenhagen, mas o capital social da loja, alguma coisa assim. Nas retificadoras (do Imposto de Renda) que eu fiz tá direitinho como é que eu fiz o pagamento, em que momento, eu não sei agora de cabeça para te falar.
Os autos da investigação apontam que a compra não foi totalmente declarada e não consta das declarações retificadoras. 

Fonte: Gaúcha ZH

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