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| 10:47 | Segurança 2 min de leitura

PF faz operação em área indígena que registrou mais de 70 conflitos em dois meses

São 21 mandados de prisão e 28 de busca sendo cumpridos no município de Água Santa para pôr fim em brigas que resultaram em tiroteios e emboscadas

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São 21 mandados de prisão e 28 de busca sendo cumpridos no município de Água Santa para pôr fim em brigas que resultaram em tiroteios e emboscadas
Mais de 300 servidores de segurança participam de operação na área indígena em Água Santa, no norte do RS - Polícia Federal / Divulgação
A Polícia Federal cumpre, na manhã desta sexta-feira (4), 21 mandados de prisão preventiva e 28 de busca em Água Santa, pequeno município do norte do RS. Os alvos são índios caingangues radicados na localidade, que tem 4 mil habitantes.
Dois grupos rivais de caingangues disputam o poder no Posto Indígena Carreteiro, uma área de 600 hectares onde vivem 500 indígenas. Com isso, Água Santa convive há dois meses com emboscadas a tiros, brigas com facadas, pedradas e incêndio de casas. O temor se espalhou no município, que tem 4 mil habitantes. 
A Polícia Federal suspeita que a discórdia foi motivada por arrendamentos de terras e indicações de cargos nas escolas e postos de saúde da região. As hostilidades se agravaram quando o cacique Getúlio Daniel foi ferido com um tiro numa perna, durante uma emboscada. Foi uma represália por ele ter mandado embora da aldeia 147 caingangues. 
O cacique diz que seus comandados são hostilizados quando vão fazer compras na cidade. Ocorreram até agora mais de 70 incidentes entre caingangues dentro e fora da aldeia. Três indígenas foram baleados e outros esfaqueados e apedrejados e três casas foram incendiadas. 
Homens mascarados chegaram há bloquear por mais de duas semanas as estradas que levam à área caingangue, com troncos e pedras. A Funai pediu providências à Polícia Federal, que obteve ordens judiciais para cumprir mandados na reserva indígena. 
Mais de 300 servidores da área de segurança participam da operação. Além da PF, a ação em Água Santa tem apoio do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar sediado em Passo Fundo e da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, IGP e Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe).
O inquérito da Polícia Federal apura quatro tentativas de homicídio, organização criminosa, porte ilegal de arma, ameaças, lesões corporais e incêndios criminosos em residências.  
As prisões e as buscas realizadas com a deflagração da Operação Carreteiro têm por objetivo fazer cessar a violência na região e a retomada da normalidade na aldeia e no município, além da coleta de informações e provas que auxiliem na identificação dos autores e partícipes dos crimes.

Fonte: Gaúcha ZH

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