Facebook Instagram X WhatsApp


| 09:47 | Segurança 4 min de leitura

Suspeito de matar grávida em SC tem prisão revogada; MPSC diz que ele foi enganado

Ministério Público afirma que denunciada aproveitava que marido trabalhava em outra cidade para manipular situação. Grávida foi morta em Canelinha e teve bebê retirada do ventre com um estilete, segundo denúncia

Compartilhar:
Ministério Público afirma que denunciada aproveitava que marido trabalhava em outra cidade para manipular situação. Grávida foi morta em Canelinha e teve bebê retirada do ventre com um estilete, segundo denúncia
Corpo de mulher grávida que estava desaparecida foi localizado em Canelinha ? Foto: Lucas Eccel/Rádio Clube fm 88.5
O homem preso em agosto suspeito de ser um dos responsáveis pela morte de uma jovem de 24 anos que estava grávida e de retirar o bebê da barriga da vítima teve a prisão revogada nesta quarta-feira (7). Ele é marido da mulher que simulava uma gravidez e que teria feito uma armadilha para a vítima, batido com um tijolo na cabeça dela e depois retirado o bebê da barriga da jovem com um corte de estilete em Canelinha, na Grande Florianópolis.
O assassinado ocorreu no dia 27 de agosto, segundo a polícia, e o casal foi preso no dia seguinte. Nesta quarta-feira, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu a revogação da prisão dele à Justiça por entender que o homem foi enganado pela mulher.
"As novas provas deixam claro que a mulher enganou o marido o tempo todo. Ela se aproveitava da circunstância de o marido trabalhar em outra cidade e assim conseguia manipular a situação. O marido acreditava piamente na falsa gravidez da mulher. Quanto ao dia do crime, a mulher também deu falsas informações ao marido", informou o MPSC.
As novas conclusões dos promotores de Justiça Mirela Dutra Alberton e Alexandre Carrinho Muniz ocorreram após analisarem áudios e trocas de mensagens de celulares apreendidos e periciados. A polícia também analisou as conversas.
Ainda segundo o MPSC, caso não surjam fatos novos ao processo, ele também deve ser excluído da denúncia apresentada pelo próprio MPSC e aceita pela Justiça em 4 de setembro contra ele e a mulher por feminicídio, tentativa de homicídio, parto suposto, subtração de incapaz e ocultação de cadáver.
O advogado Ivan Martins Junior, que defende o homem, disse ao G1 que "desde o início, buscamos agilizar a perícia nas conversas pelas midias digitais, eis que assim acreditávamos resolver não só a prisão, como provar a inocência". "Acreditamos que, diante das alegações do MP, o próximo passo será o pedido de absolvição, porque temos ciência de que eles também buscam por justiça", continuou.
O homem estava no Presídio Regional de Tijucas, na Grande Florianópolis, e a mulher continua no Presídio Regional de Chapecó, no Oeste catarinense.
Imagens e o nome da grávida morta não foram divulgados pelo G1 SC pois há risco que se chegue à identidade da recém-nascida, que tem o direito à preservação de sua identificação garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Relembre o caso
A recém-nascida foi internada no hospital na capital em 28 de agosto, mesmo dia em que o corpo da mãe foi encontrado em uma cerâmica desativada. A menina sofreu cortes de estilete e também nasceu antes do tempo, pois o parto estava previsto para setembro. Ela recebeu alta em 6 de setembro.
De acordo com a Polícia Civil, a jovem de 24 anos foi morta por uma conhecida que simulou que estava grávida, após sofrer um aborto no início do ano. A mulher acusada de homicídio pelo MPSC tinha a intenção de ficar com a recém-nascida.
Ela armou uma armadilha para a jovem no dia 27 de agosto, bateu com um tijolo na cabeça da vítima e cortou a barriga da grávida com um estilete para a retirada da bebê. O corte causou a morte da grávida, que teve hemorragia.
O corpo da mulher morta foi escondido dentro de um forno de cerâmica desativado e foi encontrado no dia seguinte por familiares e amigos que estavam procurando pela vítima. A mulher acusada chegou a compartilhar postagens em redes sociais sobre o desaparecimento da grávida.
No 5 de setembro, cerca de 200 pessoas estiveram na igreja Sant’Ana, no Centro de Canelinha, para a missa de sétimo dia. Os fiéis respeitaram o distanciamento e usaram máscaras, sendo retirada apenas para o canto e leitura de homenagens.
Tudo foi organizado pela família da vítima e pelas madrinhas da recém-nascida. Após a missa e leitura de poemas e homenagens à grávida, houve uma carreata pelas principais ruas da cidade pedindo Justiça.

Fonte: G1

Mais notícias sobre SEGURANÇA
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade