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08/10/2020 | 11:19 | Educação | Três de Maio

Prefeitura de Três de Maio decide não retomar as aulas presenciais na rede municipal

Cíntia Klatt/Coordenadoria de Comunicação Social Prefeitura de Três de Maio


A Secretaria Municipal da Educação de Três de Maio decidiu que a rede municipal de ensino não retornará com as aulas presenciais neste momento. O objetivo é preservar a vida e evitar o contágio da doença no município.


A decisão foi tomada em conjunto com a Secretaria Municipal da Saúde, pais e responsáveis por alunos, profissionais da Educação Municipal e Conselho Municipal de Educação e levou em consideração o número de novos casos de Covid-19 no município.


Além disso, uma pesquisa realizada com os pais e responsáveis por alunos apontou que mais de 80% deles não iria mandar os filhos para a escola agora por não se sentirem seguros.


Conforme a secretária municipal da Educação, Tânia George, as aulas continuarão sendo aplicadas remotamente. Os alunos que apresentarem dificuldades de aprendizado ou não tiverem acesso à Internet, terão atendimento presencial individualizado na escola com os devidos cuidados sanitários.


Uma nova reunião será realizada nos primeiros dias de novembro para tratar novamente da volta às aulas nas escolas municipais. Apesar disso, a secretária Tânia afirmou que a pandemia não tem data para terminar e a tendência é que as aulas presenciais não sejam retomadas neste ano.


- Embora não seja uma decisão ainda definitiva, podemos afirmar que a tendência é que as aulas presenciais não voltem este ano. Mas no início de novembro voltaremos a nos reunir para analisar se ainda haverá condições do retorno seguro – explicou Tânia.


A secretária também afirmou que, embora sem aulas presenciais, os professores não estão parados.


- Pelo contrário. Os nossos professores estão com a carga horária dobrada. Seria muito mais confortável para eles retornarem a sala de aula. Mas a situação, infelizmente, não permite – explicou Tânia.


Conforme a secretária, se houver avaliação, a sugestão é usar métodos como trabalhos e pesquisas no lugar das provas tradicionais, mas não vai haver exigência de aprovação ou reprovação. A principal preocupação é evitar a evasão dos alunos, que tende a aumentar bastante após a pandemia.


O conselho do comitê científico de apoio ao enfrentamento da pandemia no Rio Grande do Sul também não recomenda o retorno às aulas presenciais no Estado. Conforme a presidente do comitê, Lucia Pellanda, reitora da Universidade de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), nota técnica sobre o tema sugere o retorno às atividades escolares presenciais apenas quando houver desaceleração significativa do número de casos novos de Covid-19, capacidade de rastreamento e testagem nas escolas, além de garantia de estruturas para aplicação dos protocolos de segurança necessários.


Lucia destacou que o colegiado entende que não é possível o relaxamento do distanciamento físico e a retomada das aulas em locais onde há transmissão comunitária não controlada. Questionada sobre a probabilidade de transmissão do coronavírus nas escolas, ela disse que as crianças têm baixo risco, mas não estão isentas de contaminação e lamentou os 15 óbitos infantis no Estado. Ela salientou, no entanto, que professores e servidores de escola têm alto potencial de contaminação.


A presidente do comitê alertou também que, pela característica de circulação, as crianças têm grande capacidade de transmissão e revelou um estudo espanhol que detectou que cada criança tem contato com outras 800 pessoas.

Fonte: Rádio Colonial

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