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26/10/2020 | 08:37 | Política

Partidos de direita e centro lideram disputa por prefeituras das capitais

Na esquerda, pesquisas indicam que PSB assume espaço do PT com maior número de favoritos

Primeiro turno das eleições municipais ocorre em 15 de novembro - Omar Freitas / Agencia RBS

A menos de três semanas do primeiro turno das eleições 2020, partidos de centro e direita lideram a corrida pelas prefeituras das capitais no Brasil. As mais recentes pesquisas realizadas por Ibope ou Datafolha indicam que MDB, PSDB e DEM reúnem a maior parte dos candidatos à frente na preferência do eleitorado nas grandes cidades brasileiras. Na esquerda, o PSB aparece como principal força e assume um protagonismo que antigamente cabia ao PT. 
Quando se dividem os partidos por orientação ideológica, as siglas de direita somam 15 concorrentes com liderança nas pesquisas, contra 13 de partidos de centro e 10 à esquerda. O MDB tem a maior quantidade de favoritos, com seis nomes, seguido por PSDB e DEM, com cinco cada um. O PSB aparece na sequência, com quatro candidaturas, ao lado do Podemos. 
Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Paulo Peres, o cenário das eleições municipais em 2020 reflete duas tendências. Uma, de longo prazo, envolve a capilaridade de partidos de centro como PMDB e PSDB — que costuma ajudar em campanhas de caráter local e favorecer esses partidos tradicionais. Outra, mais recente, tem relação com o desempenho eleitoral da esquerda.
— A esquerda vinha crescendo no Brasil, em termos de organização partidária e conquista de prefeituras, se espalhando pelo Nordeste. Mas começou um refluxo após 2010 e, em 2014, já tivemos uma eleição presidencial muito parelha. O que veio depois, com denúncias de corrupção e o impeachment (de Dilma Rousseff), criou um ambiente mais favorável para o discurso de direita atualmente — avalia Peres. 
No momento, o PT conta com apenas um candidato líder nas pesquisas: João Coser, de Vitória (ES), empatado com Fabrício Gandini, do Cidadania. É uma situação bem diferente em comparação a 2008, quando o Partido dos Trabalhadores arrematou a maior quantidade de capitais (seis), ao lado do MDB.
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Fonte: GZH

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