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09/12/2020 | 23:49 | Esporte

Inter perde nos pênaltis para o Boca na Bombonera e está fora da Libertadores

Equipe de Abel Braga agora terá somente a disputa do Brasileirão na temporada

AGUSTIN MARCARIAN / POOL/AFP

Faltou pouco para o Inter quebrar uma das mais longas marcas da história da Libertadores. Depois de uma boa atuação, o time venceu o Boca Juniors na Bombonera no tempo normal, graças a um gol contra de Fabra no tempo normal. Nos pênaltis, porém, o fantasma voltou a rondar e o time foi eliminado ao perder por 5 a 4. 

 

O resultado elimina os gaúchos da Libertadores nas oitavas de final, e resta apenas o Brasileirão pela frente. A equipe do país vizinho segue adiante, terá o Racing nas quartas e manteve sua escrita: nunca foi eliminada depois de ganhar o jogo de ida fora de casa.


Recuperado de covid-19, Abel Braga reapareceu na casamata cheio de novidades. Manteve Rodinei na lateral direita, devolveu Moisés à esquerda, Moledo e Cuesta, enfim juntos, na zaga. O meio-campo teve Lindoso na frente da área, Edenilson de volta, Patrick, a surpresa Praxedes e Marcos Guilherme, com Thiago Galhardo de centroavante. Heitor, Dourado, D'Alessandro e Yuri Alberto ficaram no banco. No Boca, Miguel Ángel Russo repetiu o time que havia vencido em Porto Alegre.


O jogo começou nervoso. No primeiro minuto, Moisés já recebeu cartão amarelo, por falta em Buffarini. Pouco depois, o lateral dividiu com Tevez, houve uma confusão e D'Alessandro também foi advertido.

 

Aos poucos, porém, o Inter foi se adaptando ao jogo. Não tinha muita velocidade, mas segurava a bola, segurava a posse e controlava a partida. Praxedes era o fiador da cadência, com bons passes e fluidez.

 

Aos 17 minutos, a superioridade do Inter não se transformou em vantagem por mera falta de sorte. Patrick iniciou a jogada pela esquerda, tabelou com Moisés, recebeu de volta e entrou na área. Serviu Galhardo, rasteirinho, rolando. O goleador bateu de primeira, a bola passou por Andrada e explodiu no travessão.

 

De novo, o Inter, com a bola no chão, envolveu o Boca. Começou com Edenilson, passou por Moisés e chegou a Patrick. Ele fez grande lance pela esquerda, entortou Capaldo e cruzou, desta vez por cima. Praxedes, quase da marca do pênalti, cabeceou, mas Andrada estava bem posicionado e defendeu sem rebote. Pouco depois, nova chance: mais uma vez com troca de passes, fazendo a bola chegar até Moisés. O lateral alçou para a área e Galhardo concluiu, de cabeça. Andrada pegou.

 

O primeiro tempo terminou com o Inter melhor, no campo do Boca e tendo a posse de bola em dois terços da partida. Até por isso, Abel não mexeu no time no vestiário, já que a amostragem inicial foi a de que só faltou colocar a bola para dentro.

 

A impressão estava certa. Aos três minutos, Buffarini afastou mal. Praxedes entregou a Patrick, que viu a passagem de Moisés em velocidade. O lateral foi ao fundo e cruzou forte, rasteiro. Fabra se atrapalhou na hora de cortar e fez contra: Inter 1 a 0.

 

Só depois do gol o Boca começou a jogar. Levou perigo pela primeira vez  aos nove minutos. Em cobrança de escanteio, Lomba saiu mal do gol e, por sorte, ninguém conseguiu completar. Na sequência, Campuzano chutou e Moledo rebateu. 

 

Aos 12, nova boa chance. Tevez recebeu quase do meio do campo, avançou ao seu estilo pelo lado esquerdo, cortou para dentro e bateu. A bola saiu alta, quase encobriu Lomba, que se espichou todo e espalmou para escanteio.

 

No Boca, Russo enfim percebeu o buraco em seu lado direito e tirou Buffarini, que passou a noite sendo driblado por Patrick. Na frente, sacou Villa, engolido por Rodinei. Entraram Jara e Obando. No Inter, percebendo que o time havia caído fisicamente, Abel mandou a campo Yuri Alberto, no lugar de Marcos Guilherme.

 

Yuri puxou um contra-ataque aos 32, arrancando pela direita. Ele passou a Edenilson, que entregou a Galhardo. De primeira, o atacante devolveu a Yuri Alberto. Na hora da conclusão, porém, Izquierdoz se atirou na frente e impediu o chute.

 

Faltando 10 minutos para o fim do tempo normal, Abel fez mais duas trocas: Peglow e Dourado entraram, saíram Galhardo e Praxedes. Peglow, em sua primeira jogada, ganhou da marcação e cruzou. Izquierdoz salvou. 

 

Na cobrança de escanteio, Andrada falhou feio, soltou a bola e Cuesta pegou a sobra, mas estava desajeitado e marcado, seu chute saiu por cima do travessão.

 

No final, Obando deu uma entrada violenta em Edenilson. O árbitro deu cartão amarelo, mas, chamado, revisou no VAR e o expulsou antes de a decisão ir para os pênaltis. 

 

Nos pênaltis, o Boca começou batendo. Tevez bateu mal, mas Lomba espalmou para dentro. Rodinei acertou o ângulo. Cardona chutou e Lomba defendeu. Edenilson repetiu Rodinei. Salvio foi pela segurança, no meio. Lindoso isolou, 2 a 2. Fabra bateu no alto e devolveu a vantagem ao Boca. Yuri Alberto empatou de novo. 

 

Izquierdoz deu sorte: a bola deu no travessão, no chão e entrou. Fernández, que entrou no final, só para cobrar, enganou Andrada. Ficou tudo para as decisivas. Jara converteu. Coube a Peglow a responsabilidade de igualar. O guri chutou por cima. Faltou pouco, mas, de novo, os pênaltis derrubaram o Inter.

Fonte: GZH

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