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| 11:44 | Geral 3 min de leitura

Chuva forte atinge SC e deixa sete mortos no Vale do Itajaí, diz Defesa Civil; há desaparecidos

Em outras cidades, houve alagamentos, deslizamento de terra e interdição de rodovia. Temporal causou estragos na Grande Florianópolis e no Oeste do estado. Choveu em 12 horas quase o esperado para o mês

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Em outras cidades, houve alagamentos, deslizamento de terra e interdição de rodovia. Temporal causou estragos na Grande Florianópolis e no Oeste do estado. Choveu em 12 horas quase o esperado para o mês
Corpo de Bombeiros de Santa Catarina foi até a região para ajudar nas buscas por desaparecidos durante a madrugada - Corpo de Bombeiros de Santa Catar

Ao menos sete pessoas morreram, sendo seis em Presidente Getúlio e uma em Ibirama, em Santa Catarina, durante a forte chuva que atingiu o estado a partir da noite de quarta-feira (16). O temporal provocou enxurrada, alagamentos e deslizamentos de terra em cidades do Vale do Itajaí.

 

Inicialmente, a Defesa Civil informou que eram 11 mortos e 20 desaparecidos. Depois, por volta das 10h20, a informação foi corrigida pelo órgão para sete mortos, com base no dado divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML). O número de desaparecidos não foi confirmado.

 

Segundo a Defesa Civil estadual, mais cidades da região foram atingidas. No Vale do Itajaí, entre as cidades mais afetadas, estão também Aurora, Ascurra, Rio do Sul e Apiúna.

 

Também há estragos provocados pela chuva na Grande Florianópolis, em São José , Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz, e no Oeste do estado. (leia abaixo)

 

Resumo

 

  • ao menos 7 mortos no Vale do Itajaí, sendo 6 em Presidente Getúlio e 1 em Ibirama
  • ao menos 9 cidades da região registraram alagamentos e deslizamentos
  • há desaparecidos; a estimativa é de cerca de 20 pessoas - não há balanço oficial
  • bombeiros receberam mais de 100 chamados por causa da chuva
  • em 12 horas choveu 121 milímetros, segundo o Cemaden

 

O acesso a Presidente Getúlio, que tem cerca de 17 mil habitantes e fica a cerca de 80 quilômetros de Blumenau, está bloqueado por causa de deslizamentos de terra.

Por volta de 11h não chovia mais na região, mas o acumulado de chuva em Presidente Getúlio, em 12 horas, foi de 121 milímetros, segundo o Centro de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O previsto para todo o mês de dezembro é de 153 milímetros, segundo a Defesa Civil. A previsão é de mais chuva nas próximas horas.

 

  • "O cenário é desolação, destruição, coisa jamais vista. Arrastou casas, muros. Árvores estão espalhadas, levou casa inteira. É um cenário muito preocupante", disse o prefeito de Presidente Getúlio, Nelson Virtuoso (MDB).


O coronel Charles Alexandre Vieira, dos bombeiros, contou que as buscas aos desaparecidos se concentram em uma área próxima a um córrego. "Tinham casas do lado esquerdo do córrego, que foram levadas por uma enxurrada. Estamos fazendo buscas em meio à água, troncos e pedras", disse em entrevista à GloboNews. Ele alertou ainda que o solo molhado oferece risco de deslizamentos.

 

Segundo a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), às 9h45, mais de 5,4 mil imóveis estavam sem energia no município, que tem 8,2 mil ligações de energia. A telefonia também não funciona na região. Abrigos foram abertos para receber as vítimas da chuva.

 

  • “A situação aqui na cidade de Presidente Getúlio é caótica. Recebemos mais de 100 ligações, a maioria delas em virtude de inundação. [Inundou] Casas, veículos que estavam sendo arrastados. Tiveram casas em que [a água] passou do ombro das pessoas. Foram confirmados óbitos em virtude dessa enxurrada”, disse o comandante dos bombeiros voluntários de Presidente Getúlio, Alex Lima.
  • "Houve significativas perdas de vidas e patrimônios", disse o bombeiro Saulo Eduardo Fonseca, da corporação de Ibirama.

 

Os bombeiros orientam para que as pessoas procurem locais seguros e liguem para os bombeiros, se necessário, e que não saiam de casa para se deslocar na cidade. O G1 tenta obter informação sobre desalojados.


Por causa do volume de chuva no estado, o sistema de operação das barragens entrou em funcionamento na madrugada. As unidades de Taió e Ituporanga começaram a ser operadas com o fechamento de todas as comportas, informou a Defesa Civil.

Fonte: G1

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