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30/01/2021 | 05:10 | Esporte

Juventude vence o Guarani e garante retorno à Série A após 14 anos

Com gol de Renato Cajá, o alviverde gaúcho bateu o rival por 1 a 0, em Campinas

Porthus Junior / Agencia RBS

Verde é a cor do acesso. O Juventude comprovou isso na noite desta sexta-feira (29), ao realizar mais um feito memorável para sua história de 107 anos. Depois de 13 anos na elite do futebol brasileiro e 13 temporadas distantes, a Papada pode gritar: "Estamos na Série A novamente!" Para quem chegou aos porões do futebol nacional, a conquista do terceiro lugar da Série B de 2020 é a consagração de um clube que conquista seu segundo acesso consecutivo, 14 anos depois de ter deixado a elite.


O retorno à elite veio com uma vitória fora de casa, algo que o Juventude não conseguia a cinco jogos longe do Estádio Alfredo Jaconi. O triunfo, na hora certa, chegou contra o Guarani, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. O 1 a 0 para o Papo teve a marca do craque do time, que já havia sido decisivo quando o time saiu da Série C, em 2019. O meia Renato Cajá, ainda no primeiro tempo, acertou uma bomba de fora da área, com a assinatura do camisa 10, para fazer enlouquecer até o mais cético juventudista.


O clima de decisão tomou conta da noite da Série B. Enquanto os times já estavam prontos para o início da partida em Campinas, o CSA, que também brigava pelo acesso e encarava o Náutico, demorava para entrar em campo em Pernambuco. Porém, por determinação da CBF, os jogos começaram praticamente simultaneamente.

 

Quando a bola rolou no Brinco de Ouro, não demorou muito para que os donos da casa chegassem com perigo. Aos quatro minutos do primeiro tempo, Bidu lançou Murilo Rangel, que passou para Waguininho. O atacante chutou cara a cara com Luís Carlos, mas o goleiro do Juventude fez defesa importantíssima.

 

E foi o Guarani quem teve mais o domínio da bola nos momentos seguintes. Aos 11, o Bugre reclamou pênalti em Waguininho, mas o árbitro já havia assinalado toque de mão do jogador do Guarani. O Juventude tentava a chegada, principalmente pelos lados do campo, mas sem conseguir infiltrar na defesa adversária.


O clima de decisão tomou conta da noite da Série B. Enquanto os times já estavam prontos para o início da partida em Campinas, o CSA, que também brigava pelo acesso e encarava o Náutico, demorava para entrar em campo em Pernambuco. Porém, por determinação da CBF, os jogos começaram praticamente simultaneamente.

 

Quando a bola rolou no Brinco de Ouro, não demorou muito para que os donos da casa chegassem com perigo. Aos quatro minutos do primeiro tempo, Bidu lançou Murilo Rangel, que passou para Waguininho. O atacante chutou cara a cara com Luís Carlos, mas o goleiro do Juventude fez defesa importantíssima.

 

E foi o Guarani quem teve mais o domínio da bola nos momentos seguintes. Aos 11, o Bugre reclamou pênalti em Waguininho, mas o árbitro já havia assinalado toque de mão do jogador do Guarani. O Juventude tentava a chegada, principalmente pelos lados do campo, mas sem conseguir infiltrar na defesa adversária.


Mas coube ao jogador que colocou o Juventude na Série B abrir o marcador para encaminhar a saída da Segunda Divisão. Aos 29, após bela jogada de Matheuzinho, que limpou dois marcadores e deu o passe para Renato Cajá. O meia, aos 36 anos, mandou um chutaço de perna esquerda, da intermediária, no canto esquerdo de Gabriel Mesquita, que pulou e não alcançou: 1 a 0 para o Ju, dando mais um passo para o retorno da Papada à elite.

 

Atrás do marcador, o Guarani tentou com Lucas Crispim arriscou de longe, aos 32, mas a bola foi por cima do gol de Luís Carlos. Porém, um gol que interessava muito ao Juventude saiu a mais de 2.600 km do Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Aos 38 minutos, no Estádio dos Aflitos, Erick abriu o placar para o Náutico contra o CSA, garantindo ainda mais a tranquilidade para o Papo.


Em Campinas, de destaque no restante do primeiro tempo, somente a tentativa de Gabriel Bispo ao arriscar do meio-campo o tão falado "gol que nem Pelé fez", aos 46. Mas a bola passou por cima do gol do Guarani.

 

Com a vantagem no placar e com o resultado paralelo ajudando, o Juventude voltou do intervalo — onde o grupo alviverde sequer foi para o vestiário — tentando tranquilizar a partida. Assim, muito pouco o Guarani conseguia chegar ao gol de Luís Carlos. Aos 14 minutos, Matheus Souza arriscou, mas o chute sem força foi encaixado pelo goleiro do Ju.


Aos 16, o Juventude chegou  a fazer o segundo, quando Grampola passou para Matheuzinho empurrar para as redes. Porém, na origem da jogada, o centroavante estava em impedimento.

 

Sem se acomodar com a vantagem e buscando o gol da tranquilidade no acesso, Pintado lançou Rogério na equipe. O atacante arriscou com muito perigo, aos 25, invadindo a área e batendo cruzado, para defesa de Gabriel Mesquita. No minuto seguinte, após cruzamento para área, Emerson cabeceou com força, mas novamente o goleiro do Bugre salvou.

 

Ainda na busca do segundo gol e na ansiedade para confirmar o acesso, Éverton arriscou aos 40 em chute cruzado, mas a bola passou raspando a trave esquerda de Gabriel.

 

Mesmo com o empate do CSA contra o Náutico, a festa foi Jaconera. O apito final do carioca Bruno Arleu de Araújo foi o sinal para o início da festa do Juventude, merecidamente de volta para a Primeira Divisão do Brasil.

Ficha técnica


Guarani 0x1 Juventude
Campeonato Brasileiro da Série B 2020 - 38ª rodada - 29/1/2021
Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas-SP.
Gol: Renato Cajá (J), aos 29 minutos do primeiro tempo.

 

Guarani


Gabriel Mesquita, Pablo, Didi, Romercio e Bidu; Deivid (Rickson, int.), Lucas Crispim (Rafael Costa, 34/2°) e Rangel (Caio Henrique, 25/2°);  Wagninho, Matheus Souza (Alan, 34/2°) e Renanzinho (Mateus Ludke, int.). Técnico: Felipe Conceição.

 

Juventude


Luís Carlos; Luís Ricardo, Augusto, Émerson e Eltinho (Helder, 10/2°); João Paulo, Gabriel Bispo; Capixaba (Igor, 27/2°), Renato Cajá (Gustavo Bochecha, 27/2°) e Matheuzinho (Éverton, 17/2°); Rafael Grampola (Rogério, 17/2°). Técnico: Pintado.

 

Arbitragem: Bruno Arleu de Araújo-FIFA, auxiliado por Michael Correia e Silbert Faria (trio carioca)

 

Cartões amarelos: Gabriel Bispo, Capixaba, Bochecha, Pintado (J).

Fonte: GZH

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