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| 15:32 | Segurança 3 min de leitura

Pais denunciam funcionário de escola de educação infantil por pedofilia

Cinco boletins de ocorrência foram registrados

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Cinco boletins de ocorrência foram registrados
Segundo as mães de meninas de 1,9 e cinco anos, as crianças tiveram altreções de comportamento (Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS)
Mais um caso de supostos abusos sexuais contra crianças ocorridos dentro uma escola foi registrado em Caxias do Sul. Na manhã desta quarta, o acusado, um homem de 46 anos, prestou depoimento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde negou o crime e mostrou-se surpreso com as acusações.
De acordo com as denúncias, ele molestaria alunos de uma escola particular de educação infantil tocando as genitálias das crianças quando elas estavam no banheiro. O acusado seria funcionário e marido da proprietária da instituição, localizada na zona sul da cidade. 
Os boletins de ocorrências foram registrados por cinco pais entre sexta e terça-feira.  As crianças farão exame de corpo de delito, já que as famílias relataram lesões nos órgãos genitais. Mãe de uma menina de cinco anos, uma operadora de caixa diz que começou a  estranhar o comportamento da filha.
— Na sexta, ela começou a chorar dizendo que não queria ir à escola. Fui conversando e ela contou que o titio (como as crianças chamavam o homem) tinha tapado a boca dela com a mão, tocou a genitália e que tinha doído. Ele falou para minha filha que não contasse a ninguém porque ele poderia ser preso e ficaria triste por não poder cuidar mais de crianças — conta.
A mãe alega que a criança estava com a região da virilha vermelha. Nos últimos meses, a filha pedia para tomar banho várias vezes à noite e lavava as mãos com muita frequência.
— Era como se ela estivesse com nojo dela mesma. Com ela, o abuso teria ocorrido só aquele dia, mas nos contou que viu ele cometer o ato em outros colegas — continua.
Mãe de uma menina de um ano e nove meses, uma auxiliar de limpeza de 30 anos conta que a menina ficou apenas um mês na escola, tempo que teria sido suficiente para ser uma das vítimas do suposto abuso. Ela diz que a menina chorava quando ia à escola e quando era entregue para o colo do suspeito.
— Ela começou a botar a mão na virilha quando íamos trocar fraldas e de noite chorava, repetindo "titio", "não" e chamando por mim — alega.
Investigação
— O caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Os alunos farão exame de corpo de delito, que deve mostrar se há lesões nas genitálias das crianças.
— O Conselho Tutelar recebeu quatro denúncias sobre o caso e orientou as famílias a registrar boletim de ocorrência, além de encaminhar os estudantes para o Apoiar, órgão que atende crianças e adolescentes vítimas de traumas.   

Fonte: Zero Hora

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