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Pais denunciam funcionário de escola de educação infantil por pedofilia
Cinco boletins de ocorrência foram registrados
Mais um caso de supostos abusos sexuais contra crianças ocorridos dentro uma escola foi registrado em
Caxias do Sul. Na manhã desta quarta, o acusado, um homem de 46 anos, prestou depoimento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde
negou o crime e mostrou-se surpreso com as acusações.
De acordo com as denúncias, ele molestaria alunos de uma escola particular de
educação infantil tocando as genitálias das crianças quando elas estavam no banheiro. O acusado seria funcionário e marido da proprietária da
instituição, localizada na zona sul da cidade.
Os boletins de ocorrências foram registrados por cinco pais entre sexta e terça-feira.
As crianças farão exame de corpo de delito, já que as famílias relataram lesões nos órgãos genitais. Mãe de uma menina de cinco
anos, uma operadora de caixa diz que começou a estranhar o comportamento da filha.
— Na sexta, ela começou a chorar dizendo que não
queria ir à escola. Fui conversando e ela contou que o titio (como as crianças chamavam o homem) tinha tapado a boca dela com a mão, tocou a genitália e que
tinha doído. Ele falou para minha filha que não contasse a ninguém porque ele poderia ser preso e ficaria triste por não poder cuidar mais de crianças
— conta.
A mãe alega que a criança estava com a região da virilha vermelha. Nos últimos meses, a filha pedia para tomar banho
várias vezes à noite e lavava as mãos com muita frequência.
— Era como se ela estivesse com nojo dela mesma. Com ela, o abuso teria
ocorrido só aquele dia, mas nos contou que viu ele cometer o ato em outros colegas — continua.
Mãe de uma menina de um ano e nove meses, uma auxiliar
de limpeza de 30 anos conta que a menina ficou apenas um mês na escola, tempo que teria sido suficiente para ser uma das vítimas do suposto abuso. Ela diz que a menina chorava
quando ia à escola e quando era entregue para o colo do suspeito.
— Ela começou a botar a mão na virilha quando íamos trocar fraldas
e de noite chorava, repetindo "titio", "não" e chamando por mim — alega.
Investigação
— O caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Os alunos farão exame de corpo de delito, que deve
mostrar se há lesões nas genitálias das crianças.
— O Conselho Tutelar recebeu quatro denúncias sobre o caso e orientou as
famílias a registrar boletim de ocorrência, além de encaminhar os estudantes para o Apoiar, órgão que atende crianças e adolescentes vítimas
de traumas.
Fonte: Zero Hora






















































