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14/02/2021 | 18:13 | Esporte

Inter vence o Vasco e se mantém na liderança do Brasileirão

Rodrigo Dourado e Galhardo marcaram os gols da partida em São Januário

Thiago Ribeiro / Agif/Estadão Conteúdo

Com o desfalque de Patrick, Abel escolheu Maurício para ser o titular. Moisés voltou ao time, como lateral esquerdo, e Thiago Galhardo foi para o banco. No Vasco, Luxemburgo tirou Pikachu e escalou Carlinhos, como uma tentativa de ser mais combativo pelos lados.

 

No início, o Inter foi montado com os meias invertidos na comparação com o que está acostumado. O destro Caio Vidal foi escalado pela esquerda, enquanto o canhoto Maurício começou pela direita.


Os primeiros minutos foram de pressão alta dos colorados. E duas chances claras antes dos quatro. Caio Vidal, de cabeça, fez Fernando Miguel se agachar para defender. Na sequência desse lance, uma sucessão de chutes fez a bola chegar até Yuri Alberto. O centroavante encheu o pé, quase na área pequena, e o goleiro vascaíno salvou.

 

Aos nove, a pressão deu resultado. E em uma das armas mais fortes do time de Abel. Em falta pela esquerda, Rodrigo Dourado subiu mais do que a defesa e cabeceou com estilo, no cantinho. O lance foi conferido pelo VAR e, cinco minutos depois, confirmado. Inter 1 a 0.

 

Segundo o repórter Edson Viana, do Premiere, o árbitro de vídeo José Cláudio Rocha Filho informou ao de campo, Flávio Rodrigues de Souza, que as "linhas do equipamento estavam descalibradas", por isso valeria a marcação de campo. Rodrigo Dourado, perguntado, confirmou que foi informado sobre a decisão. No segundo tempo, o jornalista afirmou que tudo foi consertado.

 

Ao mesmo tempo, a poucos quilômetros dali, Willian Arão abriu o placar para o Flamengo no Maracanã, resultado que mantinha a distância de um ponto entre os dois. Quase na metade do primeiro tempo, Léo Natel empatou para o Corinthians, basicamente tudo o que o Inter precisava. 

 

Mesmo assim, a equipe de Abel seguia soberana na partida. Trocando passes e se aproveitando do desespero do Vasco, abria espaços na defesa a todo momento. Aos 23, Yuri Alberto foi lançado às costas da zaga e bateu, Fernando Miguel espalmou.

 

Com o calor no Rio, o árbitro parou a partida para reidratação. Na volta, o Inter diminuiu a intensidade da pressão, baixou as linhas e passou a jogar pelo contra-ataque. Isso deu ânimo ao Vasco, que, se não criava, ao menos fazia a bola circular próxima à área colorada. O recuo excessivo também trouxe a dificuldade de precisar percorrer quase o campo inteiro para contragolpear.

 

Em ritmo mais baixo, o jogo se arrastou até o intervalo. Na volta do vestiário, Abel trocou Maurício, que já tinha cartão amarelo, e colocou Lindoso. Com isso, Edenilson foi jogar aberto pela direita.

 

Com essa nova formação, o Inter recuado, em busca de um contra-ataque. O Vasco se aproximava da área. Talles Magno, aparando de cabeça, levou perigo. Enquanto isso, Gabigol recolocava o Flamengo na frente, devolvendo a diferença para um ponto em favor do time gaúcho.

 

Em São Januário, o Vasco tentava pressionar, ajudado pela postura colorada, bem mais recuada. Só não houve mais perigo porque o time carioca, desesperado, penava para criar qualquer situação.

 

Aos 26, Abel deu sangue novo ao meio, em uma tentativa de sair de trás. Deixaram o campo Praxedes e Caio Vidal, entraram Thiago Galhardo e Nonato. Com isso, Galhardo foi ser centroavante e Yuri baixou para o lado esquerdo da linha de meio.

 

Quando o Inter se acostumava à nova formação, a bola do Vasco entrou no meio da zaga. Cano girou e na hora de concluir, chutou o chão, acossado por Cuesta. O árbitro marcou pênalti. Chamado a revisar o lance, foi ao monitor e manteve a decisão. Cuesta levou cartão amarelo, está fora do confronto com o Flamengo. 

 

No final, Peglow e Johnny entraram. Com calma, o Inter chegou ao segundo. Galhardo tabelou com Peglow e, aos 50 minutos, fez o segundo. O Maracanã pode valer até o título.

Fonte: GZH

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