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03/03/2021 | 06:37 | Polícia

Polícia busca motivação para assassinato de diretora de escola no noroeste do Estado

Dilza dos Santos Machado, 58 anos, foi morta a tiros quando chegava em casa na noite do último domingo

Natural de Lajeado do Bugre, Dilza trabalhava em duas escolas e tinha 58 anos - Arquivo pessoal / Arquivo Pessoal

O mistério que envolve a execução de uma diretora de escola de Educação Infantil na noite do último domingo (28) em Palmeira das Missões intriga a Polícia Civil do noroeste do Estado. Na tarde desta terça-feira (2), parentes e amigos de Dilza dos Santos Machado, 58 anos, começarão a ser ouvidos.


A educadora foi assassinada quando voltava de carro da casa de uma amiga, por volta das 20h30min de domingo. O trajeto foi de pouco mais de um um quilômetro. Ao chegar ao seu endereço, parou o veículo em frente a garagem para abrir o portão quando uma pessoa a bordo de uma motocicleta estacionou ao seu lado e realizou os disparos com o vidro do carro fechado. Dilza morreu com quatro tiros no rosto.


A polícia trabalha com a hipótese de homicídio e busca motivações para o crime. A vítima não tinha antecedentes. Segundo o delegado Carlos Beuter, as linhas de investigação ainda são amplas e poderão se direcionar a partir dos depoimentos de pessoas próximas a Dilza. A investigação descarta a possibilidade de feminicídio – quando o crime tem relação com gênero da vítima.

—  Vamos verificar se ela tinha inimigos. Nossa impressão é que alguém estava esperando ela chegar em casa. Temos a câmera de segurança de um posto de gasolina que mostra o veículo dela passando mas não aparece a motocicleta. A cidade tem poucas câmeras, o que deve dificultar o trabalho — afirma o delegado.

 

Natural de Lajeado do Bugre, Dilza era solteira e morava sozinha em uma casa em Palmeiras das Missões. Nos fundos do mesmo terreno, residia o filho único da professora. Educadora havia mais de três décadas, era diretora da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Mundo Encantado e professora da Escola Estadual Eugênio Korsack, ambas em Lajeado do Bugre, onde passava a semana. Aos finais de semana, retornava a Palmeiras da Missões. A professora foi sepultada nesta segunda-feira na cidade em que nasceu.

 

O delegado solicita que denúncias sobre o crime sejam feitas pelos canais oficiais – 190 e 197 – ou em qualquer delegacia do RS.

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