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24/04/2021 | 07:54 | Política

Exército deve ser vetor de estabilidade e de garantia da ordem, diz novo comandante

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira enviou sua primeira mensagem na chefia da força nesta sexta

Paulo Sérgio fez elogios ao seu antecessor, Pujol, pelo que definiu como transição com

Em sua primeira mensagem como comandante do Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira afirmou que a instituição deve se basear no texto constitucional para "continuar representando vetor de estabilidade e de garantia da ordem no País". Oliveira foi alçado ao posto após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demitir o general Edson Leal Pujol e os comandantes da Marinha e da Aeronáutica, que resistiam a uma maior politização da tropa. Foi a primeira vez que um presidente trocou toda a cúpula militar do País no meio do mandato.


"Fiéis aos princípios basilares da hierarquia e da disciplina, e sob a estrita observância da ordem constitucional vigente, devemos continuar a representar vigoroso vetor de estabilidade e de garantia da ordem e da paz social", disse, em um vídeo oficial divulgado nesta sexta-feira (23).
Paulo Sérgio fez elogios ao seu antecessor, Pujol, pelo que definiu como transição com "serenidade e equilíbrio" recheada de "inequívocas demonstrações de lealdade e camaradagem".


Antes de se dirigir à tropa, o novo comandante fez um breve agradecimento a Bolsonaro, a quem se referiu como "comandante supremo das Forças Armadas" e ao ministro da Defesa, general Braga Netto.

 

Sem fazer qualquer menção à crise que levou à troca repentina na cúpula das Forças Armadas, o novo comandante afirmou que o Exército "esteve e estará sempre junto ao povo brasileiro".

 

No discurso, de cerca de sete minutos, ele também fez um aceno aos militares que foram para a reserva, ao pedir para que permanecessem unidos. "À nossa reserva ativa, briosos veteranos e militares temporários que deixaram o serviço ativo, mas não despiram a farda verde-oliva. Vocês são muito importantes para a Força - nossa reserva mobilizável. Mantenhamo-nos unidos", frisou.

 

Crise militar


A ascensão de Paulo Sérgio é coberta de expectativas sobre um possível envolvimento do Exército com a política e com um maior alinhamento com o governo Bolsonaro. A troca na cúpula das Forças Armadas ocorreu após uma crise na Defesa por diferenças no entendimento sobre como as Forças Armadas deveriam se envolver com o governo.

 

O não alinhamento direto levou o presidente a pedir o cargo do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. Amigo de Bolsonaro há décadas, ele se recusava a garantir esse envolvimento e a manifestar apoio das Forças Armadas a posições do presidente.

 

O cenário levou, em março, à inédita demissão conjunta dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Todos manifestavam resistências diante do interesse do presidente de politizar as Forças Armadas.

Fonte: GZH

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