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02/05/2021 | 07:31 | Política

Dia do Trabalhador é marcado por protestos pró-Bolsonaro e pedidos de intervenção militar em várias capitais

Em Porto Alegre, manifestantes também pediram o retorno do voto impresso

Como nas outras capitais, os populares gritavam

O feriado nacional do Dia do Trabalhador foi marcado por protestos em, pelo menos, oito Estados. Manifestantes saíram às ruas em diversas capitais na manhã deste sábado (1º) em apoio ao presidente Jair Bolsonaro e com pedidos de intervenção militar. Em algumas das capitais, como Porto Alegre, populares também defenderam o retorno do voto impresso e ações no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Em Brasília (DF), dezenas de manifestantes bolsonaristas se reuniram no gramado em frente ao Congresso Nacional com faixas pedindo intervenção militar. Como nas outras capitais, os populares gritavam "Bolsonaro, eu autorizo", em referência a uma fala do presidente, que no dia 14 de abril disse que esperava "um sinal do povo" para agir. Em vídeo publicado hoje pelo canal "Cafezinho com Pimenta" no YouTube, eram vistas faixas com as frases "Intervenção militar com Bolsonaro no poder" e "Presidente Bolsonaro acione as Forças Armadas (FFAA)".


No Rio de Janeiro (RJ), uma manifestação de apoiadores do governo federal gerou congestionamento e interrompeu o trânsito na orla de Copacabana. Simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro se aglomeraram na Avenida Atlântica, à beira da praia, uma das principais vias do bairro na zona sul, carregando bandeiras do Brasil e faixas de protesto contra o STF. Os manifestantes executaram o hino nacional e gritavam palavras em apoio a Bolsonaro.


Em São Paulo (SP), a ação a favor de Bolsonaro começou às 9h na região da Avenida Paulista, conforme informações do UOL. Deputados favoráveis ao governo, como Carla Zambelli (PSL-SP), confirmaram presença no ato, que deveria seguir até o fim da tarde deste sábado.

 

Já nas principais cidades do interior de São Paulo, como Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto e São José dos Campos, o dia foi marcado por manifestações a favor e contra o governo do presidente Jair Bolsonaro. Apesar da baixa adesão, houve aglomerações nos dois lados e, nos atos de bolsonaristas, muitas pessoas estavam sem máscaras. Outras cidades, como Limeira (SP) e Ipatinga (MG), também registraram manifestações.

 

Em Salvador (BA), conforme apurado pelo G1, uma carreata também foi registrada com a presença de dezenas de carros, todos carregando bandeiras do Brasil. Belém, Recife, Natal, Fortaleza e Belo Horizonte também tiveram atos.

 

Em Porto Alegre, uma carreata reuniu dezenas de veículos em protesto favorável ao presidente Jair Bolsonaro. A principal pauta defendida pelos manifestantes é o voto impresso em papel nas próximas eleições. Com bandeiras do Brasil penduradas nos carros, a manifestação saiu da Rótula das Cuias e teve como ponto final o Parcão, no bairro Moinhos de Vento.

 

Manifestações que pedem um golpe militar no País são inconstitucionais e são alvo do Inquérito dos Atos Antidemocráticos aberto no ano passado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).


Bolsonaro


O presidente Jair Bolsonaro aproveitou um discurso a produtores rurais nesta manhã na abertura da ExpoZebu 2021, em Uberaba (MG), para criticar de forma velada partidos de esquerda e centrais sindicais no Dia do Trabalho. 

 

— Em anos anteriores no dia 1º de maio, o que mais víamos no Brasil eram camisas e bandeiras vermelhas como se fôssemos um país socialista. Hoje temos prazer e satisfação de vermos bandeiras verde e amarelas, com homens e mulheres que trabalham de verdade e sabem que o bem maior que podemos ter na nossa pátria é a liberdade. Minha lealdade é ao trabalhador de verdade — afirmou.

 

O presidente disse ainda que houve poucas invasões no campo em seu governo e disse estar "minando" os recursos para Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

 

— Eles perderam bastante força e deixaram de levar terror ao campo — acrescentou.

 

Bolsonaro acusou, no entanto, a Liga dos Camponeses Pobres de "levar o terror" a áreas rurais de Rondônia. Ele relatou conversas com o governador do Estado, Coronel Marcos Rocha, e com o ministro da Justiça, Anderson Torres, para conter o que chamou de "terrorismo" do grupo camponês. Além disso, ele saudou os produtores rurais que continuaram produzindo durante a crise e listou uma série de medidas tomadas pelo seu governo para o setor. 

 

— O homem do campo é um forte e não parou na pandemia, continuou na vanguarda da economia —  afirmou.

 

Bolsonaro também confirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), colocará a regularização fundiária em pauta nas próximas semanas. 

 

— O homem do campo preserva o meio ambiente e seu local de trabalho e nos ajudará a combater ilícitos — concluiu.

 

Aos pecuaristas da ExpoZebu, o presidente também insinuou que os índios estariam se comportando melhor no seu governo. 

 

— No nosso governo houve poucas ações negativas por parte dos nossos irmãos índios, que eram levados por maus brasileiros a cometer esse tipo de infração. Hoje em dia vemos os índios participando do progresso, querendo investir e produzir. Temos que driblar entraves burocráticos e mudar leis para que eles possam produzir.

Fonte: GZH

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