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03/05/2021 | 08:26 | Polícia

Mulher de 33 anos resgatada de cárcere privado morre em Canoas

Vítima era mantida em condições de maus-tratos pela irmã e foi resgatada na segunda-feira (26)

Situação em Canoas foi descoberta pela polícia após denúncia anônima - Divulgação / Polícia Civil

A mulher de 33 anos que foi resgatada em casa, em Canoas, na Região Metropolitana, após ser mantida por sete meses em cárcere e condições de maus-tratos, morreu na noite desta sexta-feira (30). A irmã, de 39 anos, foi presa pela Polícia Civil também na sexta por suspeita de tortura, abandono de incapaz e cárcere privado.


A vítima, que era cadeirante, foi resgatada após denúncia anônima pela polícia com o apoio da equipe do serviço social Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) na segunda-feira (26) e ficou internada na instituição até a sexta-feira. A mulher chegou ao hospital com desnutrição, machucados pelo corpo e, devido a duas paradas cardíacas, precisou ser intubada.


— Foi a cena mais impressionante que já vi na atividade na Polícia Civil. Isso foi um crime contra toda a sociedade. A vítima estava em absoluto sofrimento — afirma o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Mario Souza.


Conforme o hospital, ela foi diagnosticada com lúpus (doença autoimune) sem tratamento, infecção bacteriana e septicemia (infecção generalizada). A equipe do HNSG também registrou um boletim de ocorrência relatando que ela apresentava diversos sinais de negligência.

 

As duas irmãs moravam no mesmo terreno. A mulher presa residia em uma casa da frente, e a vítima dos maus-tratos ficava sozinha numa peça anexa sem água, energia elétrica e em meio a muita sujeira. A polícia suspeita que a irmã estivesse usando o dinheiro da pensão de R$ 1,1 mil que a vítima recebia.

Fonte: GZH

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