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23/06/2021 | 18:01 | Política

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles pede demissão

Ele alegou motivos pessoais para deixar o governo. Bolsonaro nomeou Joaquim Alvaro Pereira Leite como novo ministro da pasta

Ricardo Salles é alvo de duas investigações na Suprema Corte - Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu demissão na tarde desta quarta-feira (23) ao presidente Jair Bolsonaro. Ele  alegou motivos familiares para deixar o cargo.


A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União. No mesmo decreto, Bolsonaro nomeou Joaquim Alvaro Pereira Leite como novo ministro do Meio Ambiente.

 

Salles é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostamente ter atrapalhado apurações sobre apreensão de madeira. Em 19 de maio, ele foi alvo de operação da Polícia Federal, que investigava esquema envolvendo a exportação ilegal de madeira para os Estados Unidos e a Europa.  Salles nega ter cometido irregularidades.


 — Para que isso (investigação) seja feita de forma mais serena possível, apresentei minha exoneração — disse Salles ao justificar o pedido em entrevista no Palácio do Planalto.

 

 A demissão ocorre um dia depois de Bolsonaro elogiar Salles em evento no Palácio do Planalto.

 

— Parabéns, Ricardo Salles. Não é fácil ocupar seu ministério. Por vezes, a herança fica apenas uma penca de processos. A gente lamenta como por vezes somos tratados por alguns poucos desse outro Poder, que é muito importante para todos nós — disse o presidente durante evento de lançamento do Plano Safra 2021-2022.

 

O anúncio da troca no Ministério do Meio Ambiente também ocorre no momento em que o governo é acusado de corrupção na compra de vacinas para a covid-19. Em entrevista ao Estadão mais cedo, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), aliado do Palácio do Planalto, afirmou ter alertado o próprio Bolsonaro de que havia "corrupção pesada" no Ministério da Saúde envolvendo a compra da Covaxin.

 

Na ocasião, segundo o parlamentar, o presidente afirmou que procuraria a Polícia Federal para investigar o caso. Apesar do aviso, o governo seguiu com o negócio em que prevê pagar pelo imunizante indiano um preço 1.000% maior do que o anunciado pela própria fabricante seis meses antes.

Fonte: GZH

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