Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:48 | Geral 3 min de leitura

Produtores estudam pedir prorrogação de custeio do trigo

Compartilhar:
Foto:Gerson Raugust/Divulgação Sistema Farsul
Em reunião realizada na sede da Farsul na tarde desta quinta-feira (13.11), o setor tritícola manifestou sua preocupação em relação a perdas na colheita do Estado. Devido aos problemas climáticos, os produtores gaúchos devem enfrentar dificuldades para realizar o pagamento da primeira parcela do custeio, que vence em janeiro. A Farsul elabora documento a ser entregue ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), solicitando, entre outras questões, a prorrogação do vencimento dessa parcela. 
A estimativa é de que R$ 1 bilhão tenham sido financiados em quatro parcelas, cobrindo 1,150 milhão de hectares. Em janeiro, vence a primeira, em torno de R$ 250 milhões. A reunião foi conduzida pelo Deputado Federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Luis Carlos Heinze, e contou a com a participação de representantes de toda a cadeia, bancos, seguradoras, Embrapa Trigo, Emater/RS, Mapa e Conab.
Para o presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, o grande problema é que o produtor fez um investimento maciço na lavoura após a safra recorde do ano anterior. Mesmo com a contratação de seguros e Proagro, as perdas e o possível prejuízo preocupam os triticultores. “O que o Proagro e seguros privados não cobrirem terá que ser renegociado. Vamos pedir um prazo em torno de 5 anos”, afirmou Heinze. Jardim acredita que será muito importante um “amparo do governo e de agentes financeiros para dar alento aos produtores em virtude desta safra frustrada”.
De acordo com dados da Emater, a colheita no Estado está atualmente em 72%, com perdas que variam entre 30% e 60% conforme a região. Até agora, a entidade já recebeu 12.900 comunicados de perdas. A brusônia, doença mais comum no arroz, foi registrada em lavouras de trigo e atingiu cerca de 10% das plantações no noroeste do Estado, segundo a Embrapa Trigo.
A perda de qualidade em algumas lavouras também pode ser um empecilho para a comercialização e escoamento da safra. O representante do Sinditrigo/RS, Andreas Elter, garantiu que, tendo qualidade, os moinhos vão comprar o produto local. O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, afirmou que a comercialização do trigo gaúcho é uma questão que a Federação vem trabalhando fortemente. “Quando chegamos ao padrão de qualidade que a indústria indica, eles não adquirem e ficamos com um produto de qualidade estocado aqui”, alegou Sperotto, dizendo que, quando havia produto de qualidade e o preço estava bom para o produtor, foram tomadas medidas que deixavam o cereal local menos competitivo.

Fonte: Sistema Farsul

Mais notícias sobre GERAL
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade