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01/11/2021 | 13:39 | Política

Filha de Bolsonaro é admitida em Colégio Militar sem passar por processo seletivo

Vaga garantida pelo Exército veio após um pedido feito pelo próprio presidente

Bolsonaro e sua filha Laura, de 11 anos - Jair Bolsonaro / Facebook / Reprodução

A filha do presidente Jair Bolsonaro foi autorizada a se matricular no Colégio Militar de Brasília sem passar pelo processo seletivo. A vaga foi garantida pelo Exército na quarta-feira (27), e veio após um pedido feito pelo próprio presidente, em agosto. 

Laura Bolsonaro, de 11 anos - que atualmente estuda em um colégio particular de Brasília - irá cursar o ensino fundamental na rede militar a partir do próximo ano. Segundo divulgado pelo portal Poder 360, o Centro de Comunicação Social do Exército informou que a decisão foi tomada pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, em "caráter excepcional". 

O regulamento do Exército diz que "faculta ao Comandante do Exército apreciar casos considerados especiais, ouvido o Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx), conforme justificativa apresentada pelo eventual interessado".

O Colégio Militar de Brasília tinha apenas 15 vagas para a  6ª série do Ensino Fundamental, que Laura cursará em 2022. A mensalidade da escola custa de R$250 a R$278. 

Após fazer o pedido, Bolsonaro reclamou a um grupo de apoiadores sobre a repercussão do seu pedido na imprensa. 

— A minha (filha) deve ir o ano que vem para lá (Colégio Militar). A imprensa já está batendo em mim porque vai, não sei o quê. Tenho direito por lei, até por questão de segurança. Mas é o tempo todo isso aí — disse na ocasião. 

Normalmente, para entrar no Colégio Militar, é preciso ser dependente de militares que são transferidos entre Estados, designados para missão no exterior ou outras situações específicas. 

Precisa passar por um processo seletivo aqueles que não estão encaixados nas atribuições citadas. Estas pessoas devem realizar um exame intelectual, revisão médica e odontológica e precisam apresentar a “comprovação dos requisitos biográficos dos candidatos”. 

Fonte: GZH

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