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20/11/2021 | 23:34 | Esporte

Com gols sofridos nos primeiros minutos, Inter perde para o Flamengo no Beira-Rio

Colorado se mantém na 7ª colocação até domingo (21), mas distância para o G-6 pode aumentar com o complemento da rodada

Marco Favero / Agencia RBS

A caminhada do Inter por uma vaga direta à Libertadores encontrou uma pedra. O time de Diego Aguirre não resistiu ao atual campeão brasileiro e finalista da competição continental, Flamengo, no Beira-Rio, e perdeu por 2 a 1. Todos os gols saíram no alucinante primeiro tempo. Com o resultado, o Colorado dorme na sétima posição no Brasileirão, mas pode ser ultrapassado por Fluminense ou América-MG, que se enfrentam no Rio. Só permanecerá nessa colocação se houver empate no Maracanã.

No aquecimento, atletas colorados vestiram camisas pretas com os dizeres "Inter contra o racismo". Neste momento, Diego Aguirre havia confirmado a informação que circulava desde a manhã. Sem Yuri Alberto, a opção foi por improvisar Palacios como centroavante, deixando Matheus Cadorini no banco. No Flamengo, Renato escolheu o time mais forte possível, uma espécie de ensaio geral para a final da Libertadores, na semana que vem. Do provável time que atuará no Estádio Centenário, apenas Bruno Henrique e Arrascaeta ficaram de fora, com o uruguaio no banco. 

A partida começou quente. Inflamado pela torcida, que tinha 100% do Beira-Rio à disposição, o Inter tentou se impor. Chegou à frente já nos minutos iniciais. E teve uma falta a seu favor pelo lado esquerdo, ao lado da área.

Moisés cobrou mal, a defesa afastou, Andreas Pereira arrancou para o contra-ataque, foi desarmado, Vitinho recuperou, conduziu e passou a Gabigol. Da entrada da área, o goleador da década no futebol brasileiro bateu forte, no canto, Lomba não alcançou: 1 a 0 para o Flamengo.

A torcida reagiu, o time idem. Mas concedeu espaço. E isso, para um time da qualidade do Flamengo é fatal. Aos oito minutos, uma troca de passes que envolveu Vitinho, Gabigol e Everton Ribeiro, que deu uma assistência brilhante para Andreas Pereira chegar de voleio e furar Marcelo Lomba. Antes dos 10 minutos, 2 a 0.

De novo, com uma montanha para escalar, o Inter voltou a atacar. E não diminuiu porque Diego Alves fez duas grandes defesas. Na primeira, um cruzamento de Moisés achou Saravia do outro lado. O argentino bateu de primeira, e o goleiro estava atento. Na segunda, já aos 21, foi Patrick quem cruzou rasteiro. Da marca do pênalti, Palacios bateu e desta vez um milagre do camisa 1 impediu o gol. 

Claro que atacar desesperadamente traria consequências. Em um dos contragolpes após uma chegada do Inter teve Everton Ribeiro atacando com espaço e tendo Vitinho e Gabigol. Passou a Vitinho, que deixou Gabigol pronto para fazer o terceiro. Desta vez, porém, errou a mira e jogou para fora.

Quase o filme do primeiro gol se repetiu aos 30. Era uma falta para o Inter. Edenilson chutou e a barreira desviou para escanteio. Ele bateu mal, a defesa flameguista tirou e criou outro contra-ataque. Michael recebeu pela esquerda, perdeu tempo, mas conseguiu se recuperar e bater. Bruno Méndez se atirou na bola e salvou a conclusão.

Pois não é que o filme se repetiu mesmo, mas com outros atores? O Flamengo criou uma chance claríssima, que só não foi gol porque Marcelo Lomba fez grande defesa em chute de Gabigol. Escanteio para o Flamengo. Cobrança para a área, a zaga do Inter afasta e começa o contra-ataque. Palacios para Taison, Taison para Palacios e Palacios para Taison. O camisa 10, na frente de Diego Alves, deu um toquezinho de bico e descontou: 40 minutos, 2 a 1. 

O empate não veio no lance seguinte porque Edenilson concluiu mal. Ele recebeu  de Saravia e, de dentro da área, bateu fraco, Diego Alves defendeu.

Aos 45, o 2 a 2 não saiu graças a David Luiz. Rodrigo Dourado fez um lançamento perfeito para Edenilson, que entrava na área. Ele desviou e Diego Alves salvou parcialmente. Palacios pegou o rebote e bateu, a defesa tirou e, no rebote, Patrick chutou. Em cima da linha, David Luiz estava atento e rebateu antes que cruzasse a linha.

Foi o último momento de um primeiro tempo animadíssimo. E o segundo começou sem trocas nas escalações.

O ritmo também permaneceu intenso. Desta vez, porém com as defesas mais atentas. As tentativas de parte a parte, ao menos nos minutos iniciais, encontraram mais resistência, marcação e faltas. Assim, as duas primeiras conclusões, uma de Michael (com desvio na defesa) e outra Taison foram apenas vantagens esporádicas e que não assustaram tanto assim.

O Flamengo fez sua parte para diminuir a intensidade. A cada vez que tinha a bola ou alguma infração para cobrar, demorava, fazia cera e aproveitava. Na base da posse, levou extremo perigo aos 17. O Inter não conseguiu afastar a bola na defesa, Vitinho pegou na entrada da área, bateu, a bola respingou em Cuesta e Lomba teve muito reflexo para salvar. 

A partir dos 20 minutos, o Inter não resistiu ao ritmo. O Flamengo cresceu. Teve duas conclusões, ambas em chutes de Gabigol que Lomba defendeu firme.

Aos 30, Aguirre fez três trocas: Cadorini, Mauricio e Heitor entraram nos lugares de Palacios, Dourado e Saravia.Renato respondeu com Arrascaeta, Rodinei e Matheuzinho. Kenedy já havia ingressado.

Na primeira participação, Heitor cobrou escanteio, Patrick desviou e David Luiz salvou, de novo, em cima da linha. Aos 38, Cadorini fez jogada de pivô e passou para Taison, que chutou raspando a trave.

Aos 40, em um ataque pela direita, Rodinei cruzou para trás, Gabigol concluiu, Lomba fez grande defesa, só que o rebote sobrou para Kenedy, que fuzilou. O goleiro ainda conseguiu tocar na bola, mas não o suficiente. Gol. E não é que o VAR anulou? Gabigol estava impedido.

Em uma última tentativa, Aguirre mandou Gustavo Maia no lugar de Patrick. Os esforços foram em vão. Era realmente muito difícil buscar o empate depois de levar 2 a 0.

Fonte: GZH

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