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08/04/2022 | 18:24 | Política

Senadora que apoiou CPI do MEC diz que sua assinatura foi fraudada

Parlamentares cobram investigação do Senado; ofício foi enviado em nome de Rose de Freitas (MDB-ES) no dia 4 de abril

Na mesma data, outro documento pediu a retirada de sua assinatura - Jefferson Rudy / Agencia Senado

A senadora Rose de Freitas (MDB-ES) disse que é uma fraude o documento assinado em seu nome declarando apoio à abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério da Educação.  

O ofício foi enviado à Secretaria-Geral da Mesa do Senado no dia 4 de abril, pedindo a adição do nome da parlamentar no requerimento de criação da CPI. Na mesma data, porém, um segundo documento foi enviado à Casa, no qual a senadora pede a retirada da sua assinatura. 

A CPI do MEC atingiu nesta sexta-feira (8) as 27 assinaturas necessárias para que o pedido de abertura seja protocolado no Senado — o nome da senadora Rose de Freitas não consta na lista. 

Rose afirma que alguém se apropriou "do meu crédito político-pessoal, da minha responsabilidade e da minha autonomia" ao solicitar a inclusão do nome da parlamentar em apoio à CPI. 

— Isso é uma fraude. Quem fez isso tem que ser expulso desta Casa, está se apropriando do meu crédito político-pessoal, da minha responsabilidade e da minha autonomia. Ela é intransferível. Ninguém no meu gabinete tem autorização para assinar nada — disse a senadora durante sessão plenária desta quinta (7), pedindo uma investigação do Senado sobre o caso. 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) divulgou os requerimentos da senadora Rose de Freitas pelas redes sociais nesta sexta-feira — os documentos mostram a solicitação da inclusão do nome da parlamentar para abertura da CPI e, após, o pedido de retirada da assinatura.

“Ora, só requer a retirada de um apoio quem o oferecera legitimamente antes, de modo a nos causar perplexidade a alegação de que o primeiro requerimento resultaria de fraude. Tal alegação, para além de soar francamente inverossímil, não se faz acompanhar de qualquer evidência”, escreveu Randolfe. 

O senador afirma que solicitou ao serviço de informática do Senado os registros de acesso para descobrir de onde partiram os requerimentos. 

“Não sei se será do interesse de S.Exa. conhecer das conclusões finais dessa apuração preliminar, mas certamente é de interesse público avaliar a seriedade da grave acusação levantada: confio que brevemente tais fatos virão à luz”, afirmou o senador. 

Durante a abertura da CPI da Covid, no ano passado, Rose de Freitas também declarou apoio durante a coleta de assinaturas, mas recuou. No final, apoiou a criação da comissão que apurou possível negligência do governo federal na condução da pandemia. 

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ainda precisa analisar se aceita ou não a abertura da CPI do MEC. Com as assinaturas necessárias, o pedido agora precisa ser protocolado e lido em plenário por Pacheco. Até lá, nomes podem ser retirados, o que pode inviabilizar a instalação da comissão. 

O Ministério da Educação vem sendo alvo de denúncias de irregularidades na distribuição do orçamento e de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 

Fonte: GZH

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