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14/05/2022 | 05:20 | Polícia

''Eram muitos gritos e tiros de fuzil'', conta vereador que foi levado por criminosos após assalto a banco no sul do RS

Arimar Nunes de Freitas aguardava no interior da agência bancária quando bandidos anunciaram o assalto; o parlamentar foi feito refém e teve o carro roubado pela quadrilha

Enquanto roubavam a agência, bandidos ordenaram que clientes ficassem com as mãos para o alto na rua Cristal - Web Rádio / Divulgação

Por volta de 15h desta sexta-feira (13), o vereador Arimar Nunes de Freitas (PDT) foi até a única agência bancária de Amaral Ferrador, no sul do RS, para fazer uma transferência. Enquanto esperava por atendimento na recepção, foi surpreendido por gritos, tiros de fuzil e cacos de vidro voando em sua direção. 

Freitas não sabia, mas estava prestes a presenciar mais um ataque de criminosos à agência do Banrisul que, desde 2009, já sofreu pelo menos sete assaltos à mão armada.  

— Sou cliente do banco há muitos anos. Estava dentro da agência sentado, esperando para ser atendido. Tinha chegado há poucos minutos. Ao meu lado tinha duas mulheres. Estávamos de costas para o portão quando ouvimos os gritos dos assaltantes. Eles gritavam que era um assalto e chegaram atirando nos vidros. Os cacos de vidro saltavam lá onde a gente estava. Eram muitos gritos e tiros de fuzil — conta o vereador.

Os quatro criminosos chegaram ao banco com toucas ninja e vestindo roupas escuras. O parlamentar conta que os bandidos ordenaram que os clientes deitassem no chão.  

Em seguida, mandaram que todos levantassem e saíssem para rua. A ação toda durou cerca de 20 minutos e, somente após esse período, os policiais chegaram. Freitas comenta sobre a sensação de insegurança na cidade e diz que não sabe se voltará à agência. 

Enquanto parte da quadrilha rendia a equipe do banco no interior do estabelecimento, os clientes eram orientados a ficar do lado de fora com as mãos para o alto. Os criminosos incendiaram o automóvel Honda Fit de cor prata no qual chegaram.  

Após roubarem a quantia desejada, os ladrões tentaram levar uma caminhonete Renault Duster, pertencente a uma mulher, mas desistiram ao perceberem que havia pouco combustível no tanque. Foi neste momento que os bandidos decidiram levar a Toyota Hilux Sw4 pertencente ao vereador, que foi feito refém e sequestrado pelo grupo, junto a duas mulheres. 

— Eles mandaram eu entrar junto com as duas gurias. Iam levar mais um rapaz, mas não coube. Andaram pouco mais de um quilômetro e nos mandaram descer. Eles falavam para nós mantermos a calma que ninguém iria se machucar — lembra. 

Conforme a Brigada Militar, que fazia buscas aos criminosos nesta sexta-feira, eles fugiram em direção ao interior do município. Até as 20h30min, o automóvel e os assaltantes não haviam sido localizados.  

Além do veículo, Freitas diz que os bandidos levaram dinheiro, cheques, sua carteira de motorista e o título de eleitor, que estavam dentro do carro. Ele afirma que tem medo que incendeiem seu automóvel assim como fizeram com o Honda Fit. Contudo, diz que se sentiu aliviado por ter saído ileso. 

— É um sentimento de alívio. Escapamos da morte. A gente não sabe o que eles pensam — sublinha.

Fonte: GZH

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