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04/06/2022 | 18:47 | Política

Bolsonaro afirma que irá para debates na TV se Lula for

Presidente da República havia justificado decisão de se ausentar para evitar levar "pancada" dos adversários

A fala ocorreu para a imprensa durante visita a obras da ponte de integração Brasil-Paraguai - NORBERTO DUARTE / AFP

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), afirmou que sua participação nos debates ainda não está decidida:

— Vou ver, vou ver. Isso é questão de estratégia — afirmou para jornalistas. 

Mas acrescentou que, se o seu principal concorrente, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participar, ele também vai marcar presença.

— Eu fecho agora: se Lula for, eu vou junto com ele — disse, em visita a Foz do Iguaçu (PR) na sexta-feira (3).

Tanto Bolsonaro quanto Lula já sinalizaram sobre participações de debates no primeiro turno. O presidente da República justificou, na terça-feira (31), a decisão de se ausentar, dizendo que queria evitar levar "pancada" dos adversários. Ele propôs também que as perguntas dos debates fossem combinadas previamente "para não baixar o nível".

Lula, por sua vez, propôs um modelo de debates semelhante ao dos Estados Unidos, com no máximo três eventos no primeiro turno, unindo diversas emissoras em cada um deles.

— Não dá para atender cada TV, rádio, rede social, se não a gente se tranca no estúdio — disse o ex-presidente.

— Nunca um presidente, que eu tenha conhecimento, participou do primeiro turno de debates — alegou Bolsonaro, no Paraná.

Outros chefes do executivo, como Lula e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), realmente não marcaram presença nos debates de primeiro turno em seus respectivos anos de reeleição. No entanto, a presidente Dilma Roussef (PT) participou dos eventos em 2014.

Também durante sua visita a Foz do Iguaçu, Bolsonaro voltou a desafiar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a segurança das urnas eletrônicas. 

— Tô desafiando os próprios ministros do Supremo a, em público, virem debater comigo a questão — disse ele.

Sobre a possibilidade de ter seu registro cassado por fake news e ataques ao modelo de eleições com urnas eletrônicas, afirmou: 

— Vai cassar meu registro? Duvido que tenha coragem de cassar meu registro. Não tô desafiando ninguém.

O presidente acrescentou ainda que não pode ser cassado porque não há uma tipificação de crime para fake news. 

— Eu defendo a liberdade. Onde tá a tipificação para fake news? — alegou.

Fonte: GZH

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