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19/07/2022 | 05:25 | Política

Bolsonaro reúne embaixadores para contestar urnas eletrônicas e criticar TSE a três meses das eleições

Corte eleitoral já se manifestou anteriormente para rebater apontamentos do presidente

Presidente realizou apresentação a embaixadores no Palácio da Alvorada - Clauber Cleber Caetano / Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com embaixadores na tarde desta segunda-feira (18) no Palácio da Alvorada. Além de chefes de missões diplomáticas, ministros do primeiro escalão do governo federal estiveram presentes.

No encontro, Bolsonaro retomou a sua própria eleição e um inquérito da Polícia Federal, aberto após o segundo turno em 2018. Segundo ele, houve manipulação nos resultados, o que foi rebatido por autoridades do Judiciário. O presidente mostrou denúncia feita por um suposto hacker que teria obtido acesso a código fonte e senhas de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  A corte eleitoral já se manifestou sobre o caso atestando que a investigação não concluiu por fraude nas eleições de 2018.

— Sou acusado o tempo todo de querer dar o golpe, mas estou questionando antes por que temos tempo ainda de resolver esse problema — afirmou o presidente a embaixadores ao apresentar um PowerPoint com suas desconfianças e ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme o Estadão. 

Além dos embaixadores, presidentes de tribunais superiores foram convidados, mas não compareceram. Somente o ministro general de Exército Lúcio Mário de Barros Góes, do Superior Tribunal Militar (STM), esteve presente. O TSE e STF estão entre as cortes que rejeitaram antecipadamente presença no encontro. 

 Aos embaixadores, Bolsonaro disse que tudo o que apresenta está documentado e apresentou um compilado de declarações de ministros e trechos fora do contexto da apuração da PF. 

— O que eu mais quero por ocasião das eleições é a transparência. Queremos que o ganhador das eleições seja aquele que foi votado — afirmou, segundo o Estadão. 

Em encontro com embaixadores no mês de maio, o presidente do TSE, Edson Fachin, disse que eles deveriam ficar atentos para ataques infundados e levianos às urnas eletrônicas.

Países europeus e Estados Unidos disseram que enviariam representantes ao encontro. As representações diplomáticas da Argentina e China não teriam sido convidadas. Mais cedo, sem usar máscara, com voz levemente rouca e aparência de cansaço, o Bolsonaro afirmou nesta manhã que está doente. Ele disse que não dormiu e teve febre.

O TSE questiona as dúvidas que vêm sendo expostas por Bolsonaro ao processo das eleições. Conforme o tribunal, em nota de agosto de 2021, após o presidente da República lançar dúvidas sobre as urnas, a Corte disse que encaminhou à Polícia Federal as informações necessárias para apuração dos fatos e ressaltou que o episódio da invasão foi divulgado à época em veículos de comunicação e que, "embora objeto de inquérito sigiloso, não se trata de informação nova".

Fonte: GZH

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