Facebook Instagram X WhatsApp


| 05:01 | Geral 3 min de leitura

MP junto ao TCU pede suspensão de concessão de consignado do Auxílio Brasil pela Caixa

Representação cita possível "desvio de finalidade" do banco e uso "meramente eleitoral" da medida

Compartilhar:
Representação cita possível "desvio de finalidade" do banco e uso "meramente eleitoral" da medida
Subprocurador-geral, Lucas Rocha Furtado pediu suspensão das concessões até que o TCU se manifeste sobre o assunto - Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a suspensão da concessão do crédito consignado do Auxílio Brasil pela Caixa Econômica Federal, citando possível "desvio de finalidade" e uso "meramente eleitoral". Na segunda-feira (17), a presidente da Caixa, Daniella Marques, afirmou que, até a última sexta-feira (14), o banco concedeu R$ 1,8 bilhão de crédito consignado a 700 mil beneficiários do auxílio em apenas três dias, já que o lançamento foi no dia 11.

Desde o início do segundo turno das eleições presidenciais, a Caixa tem acelerado o lançamento de medidas e programas, principalmente com foco nas classes mais baixas e nas mulheres, públicos em que a rejeição ao presidente Jair Bolsonaro (PL) é maior.

A Caixa é um dos poucos grandes bancos do país a oferecer o consignado do auxílio, ao menos a princípio. Os demais têm sinalizado que consideram a linha arriscada, dada a situação de fragilidade social em que muitos dos beneficiários estão.

No pedido de medida cautelar, o subprocurador-geral, Lucas Rocha Furtado, afirma que, apesar da lei que prevê o consignado, o "assombroso montante" de R$ 1,8 bilhão em crédito já liberado em três dias de existência da modalidade "impõe dúvidas sobre as finalidades perseguidas mediante essa atividade". "Bem como sobre se vêm sendo respeitados procedimentos destinados a salvaguardar os interesses do banco e, por consequência, o interesse público." Ele pede que a suspensão das concessões seja feita até que a Corte de Contas se manifeste definitivamente sobre o assunto.

Furtado cita a proximidade do segundo turno das eleições e a posição de desvantagem do presidente Jair Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto ante o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sendo assim, "tudo indica", diz o subprocurador, que se trata de uma medida para atender a interesses políticos-eleitorais em detrimento da população.

"Com efeito, não é desarrazoado supor, como sugere a matéria jornalística em tela, que o verdadeiro propósito dessas ações, ou pelo menos da forma como elas vêm sendo conduzidas, seja o de beneficiar eleitoralmente o atual presidente da República e candidato à reeleição", diz Furtado na representação, citando, além da agilidade "inesperada" das concessões, que "provavelmente" ocorrem de "forma açodada".

Ele também cita que a ação visa majoritariamente o público feminino, grupo em relação ao qual o presidente Bolsonaro tem desvantagem ante o seu adversário na disputa eleitoral.

No pedido, Furtado ainda diz que, se confirmadas as suspeitas, configurariam "ocorrência de extrema gravidade", inclusive com implicações criminais comuns e de crime de responsabilidade, alheias às competências da Corte de Contas. Há ainda implicações administrativas.

"Há a possibilidade de a empresa pública haver incorrido em flagrante desvio de finalidade pública, utilizando-se indevidamente de seus recursos e de sua estrutura para interferir politicamente nas eleições presidenciais, situação a demandar notoriamente a atuação do TCU."

A reportagem entrou em contato com a Caixa, mas não recebeu resposta até o fechamento deste texto.

Fonte: GZH

Mais notícias sobre GERAL
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade
Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade Banner publicidade